Profissão: costureira, com muito amor e orgulho
Simone Strelow Schumacher tem 40 anos e completou, no dia 11 de junho de 2013, 17 anos de empresa. Sua única experiência profissional é como costureira, uma profissão que ostenta com muito prazer e dedicação
Quando buscou uma oportunidade de trabalho na empresa Cativa Têxtil, Simone Strelow Schumacher carregava uma história de comprometimento com a família, em especial, por seus dois filhos pequenos. Trabalhei como doméstica até engravidar. Tive que lidar com algumas complicações com relação a problemas de saúde dos meus filhos. Para complementar a renda familiar, tinha uma máquina de costura em casa e fazia algumas peças por encomenda, para uma facção.Mas o tempo foi passando e sua sogra passou a auxiliar nos cuidados com as crianças. Assim, nas vésperas de completar 23 anos, alguns dias antes de seu aniversário, Simone Strelow Schumacher se encheu de coragem e cadastrou seu currículo na Cativa. Enquanto voltava para casa, pediu a Deus que tudo saísse conforme o esperado e que ela fosse chamada para trabalhar. Foi o meu presente de aniversário. Nem acreditei quando disseram que eu podia começar. Foi uma verdadeira bênção.
O dom substituiu a pouca experiência e em alguns meses, a colaboradora já dominava praticamente todos os processos da produção têxtil. Iniciei na Costura e quando fechou o departamento aqui na unidade, passei por todos os outros. São 17 anos trabalhando como costureira. Tudo que era solicitado eu fazia e o que eu não sabia, estava aberta a aprender.
Segunda família – Os filhos de Simone Strelow Schumacher foram crescendo e, com o passar do tempo, diminuía suas responsabilidades em relação a eles e ao mesmo tempo, aumentavam profissionalmente. Hoje passo mais tempo na empresa do que em casa. Sempre que precisamos fazer horas extras, estou à disposição. É minha segunda família. Até me emociono, diz a colaboradora, sem conseguir conter as lágrimas.
Simone enfrentou sérios problemas de saúde e precisava de uma medicação específica, cujo custo era expressivo. Como precisava de dinheiro e estava desesperada, pedi à minha diretora, dona Valci Sprung Kreutzfeld, que me mandasse embora. Fiquei com o coração partido. Mas ela não aceitou. Disse, olhando em meus olhos, que eu era uma ótima funcionária e que ela não tinha motivo algum para me desligar da empresa. Isso me marcou muito, pois ela me ajudou de várias outras formas.
E foi nesta fase complicada, que Simone Strelow Schumacher encontrou a colaboração de todos os seus colegas de trabalho. Não vou esquecer isso nunca. Eu tenho que colaborar com a empresa, pois as pessoas que aqui trabalham, sempre colaboraram comigo. É uma relação de amor, de amizade. Quando dona Valci falou que não me mandaria embora, foi o momento mais especial da minha vida. Nunca tive a oportunidade de dizer isso a ela e agora estou tendo. Através de um convênio ofertado pela empresa, consegui superar estas dificuldades.
Jovem Aprendiz – E de tanto demonstrar este comprometimento com a Cativa Têxtil em sua casa, os filhos da colaboradora foram crescendo e hoje, com 14 anos, graças ao programa Menor Aprendiz, um deles passou a fazer parte desta grande família, que Simone Strelow Schumacher adotou como sua. Quando fiquei sabendo que ele havia sido escolhido para participar do projeto, fiquei muito feliz. Agora ele está fazendo o supletivo e está muito contente. Desde que iniciaram as atividades, ele está mais responsável, comprometido. Os jovens, nesta fase, se sentem importantes em ter um uniforme, um crachá. São quatro horas por dia, já notei uma diferença de comportamento, está mais maduro.
Sua filha, também já fez parte da família Cativa, por um curto período de sua vida. Contudo, foi em busca de seu grande sonho, cursar pedagogia e estagiar em uma escola do município. Senti por ela ter saído, mas entendi, pois respeito as vontades e anseios dos meus filhos.
Com relação a sonhos e projetos futuros, Simone Strelow Schumacher diz que espera que a vida lhe dê saúde, para que consiga proporcionar aos seus filhos, tudo aquilo que não teve. Passei por uma amiga que não via há muito tempo e ela perguntou onde eu estava trabalhando agora. Disse que seguia na Cativa, com muito orgulho. Consigo me imaginar bem velhinha trabalhando ainda aqui. Como tenho saúde e amo trabalhar com costura, acredito que realizarei este sonho.
Conselho aos mais jovens – Hoje, se Simone pudesse dar um conselho às gerações mais jovens, diria a eles para acreditarem mais na empresa em que trabalham e dar tempo ao tempo. Quando se faz aquilo que se ama, com empenho e dedicação, o reconhecimento é consequência. Os benefícios que a Cativa nos oferece são um diferencial para o mercado de trabalho. Sou costureira com orgulho e conquistei grande parte do que eu tenho, com o meu trabalho aqui dentro.
Para a colaboradora, é difícil elencar os benefícios que mais a agradam. A comida é maravilhosa, quem reclama é por nunca ter passado necessidade na vida. Só o cheiro já é um espetáculo e tudo é preparado com muito carinho e dedicação. Outro ponto positivo em termos de valorização é o benefício que chega a somar R$ 1.600,00 por ano para aqueles que não faltam.
Ao encerrar a entrevista, Simone Strelow Schumacher agradece aos amigos que fez na empresa. É uma história de vida, são quase 17 anos aqui na Cativa. Quando estamos tendo um dia complicado, sempre encontramos um ombro amigo aqui dentro. Fiz grandes amigos neste período e para que o ciclo tenha continuidade, recebo os mais novos com todo amor e carinho. Ensino o que faço para os mais novos. Entrei aqui sabendo o básico e hoje faço tudo, nada mais justo do que ensinar, então, os mais novos. Se você tem vontade, aprende.