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Gesso como forma de decoração

Muitas pessoas conhecem o gesso como material ortopédico e de moldagem, sendo formas mais simples de utilização do material, que tem como característica o fácil manuseio, endurecimento rápido e boa rigidez.

1 de junho de 2015

Muitas pessoas conhecem o gesso como material ortopédico e de moldagem, sendo formas mais simples de utilização do material, que tem como característica o fácil manuseio, endurecimento rápido e boa rigidez. Porém, o material também é usado na construção civil, para corrigir imperfeições, para acabamento de paredes e tetos, e criação de estruturas independentes da alvenaria.

O gesso é um material em pó originado da gipsita, mineral bastante abundante na natureza e que é encontrado em todo mundo. Ao ser misturado com água, o pó de gesso vira uma massa plástica, que expande, e logo depois inicia o processo de endurecimento.

Na antiguidade, o material já era utilizado, sendo um dos mais antigos já encontrados. Na pirâmide de Quéops foram encontrados vestígios de gesso como parte de sua construção, e na Síria e na Turquia, através de escavações, constatou-se que o gesso era utilizado para construção, rebocos, preparados para o solo e para moldagem de utensílios, cerca de 8000 anos antes da era atual.

Na construção civil de hoje, o gesso é utilizado em várias situações, podendo ser para embelezamento, ou como recurso para mascarar imperfeições. A utilização do material como revestimento, utilizando basicamente uma pasta de gesso com aditivos, não é muito utilizada em nossa região devido a umidade, podendo gerar bolor nas paredes ou teto, devido a sua fragilidade com a água. Como é um material corrosivo, o gesso também não deve entrar em contato com superfícies de metal ou ferragens.

Na forma de placas, o gesso pode ser utilizado como forro, divisórias e elementos decorativos. Recebendo aditivos na sua composição, ou variações com a adição de outros materiais, como fibras de vidro, pvc, isolantes ou placas acartonadas, o uso do gesso se torna ainda mais abrangente, e pode ser específico para cada tipo de uso – forros, divisórias – ou ambientes – industriais, residenciais ou comerciais.

No uso residencial e comercial, para o rebaixamento de tetos, ou para esconder eventuais estruturas arquitetônicas aparentes, como vigas, ou telhados inclinados, usa-se o gesso em placas, ou gesso acartonado.

Para ambientes com laje plana, que precisam apenas de detalhes decorativos – sancas, iluminações de efeito, rebaixos ou rodatetos- ou para esconder vigas, por exemplo, usa-se o geso em placas rígidas. Essas placas são fixadas ao teto através de fios metálicos – aço ou cobre – presos a laje existente, através de pinos fixados na mesma. Cada placa é presa individualmente a laje, e as emendas entre as placas, recebem acabamento posterior, com massa de gesso, e mais tarde, pintura da preferência. Devido ao peso, e ao tipo de estruturação, essas placas são indicadas para áreas pequenas e baixas.

Para grandes vãos, ou área com laje inclinada, que possui pé direito alto, utiliza-se uma variação do gesso em placas, que seria o gesso acartonado. Este material, é composto de papel cartão na parte externa, e gesso no interior, assegurando um revestimento leve e liso, para futuro acabamento. As placas podem ser usadas como parede divisória, ou como forro. Em ambos os usos, a técnica utiliza uma estrutura interna metálica para dar sustentação as futuras placas das paredes, ou para pendurar as placas no teto. Tendo estas estruturas metálicas prontas – guias e montantes – inicia-se a colocação das placas sobre esta estrutura, com parafusos específicos para o material. No caso de paredes, ainda é possível adicionar algum componenete termoacústico no miolo das duas placas, para garantir um melhor isolamento. Ainda nas paredes, entre as duas placas, passa-se toda a fiação elétrica e o encanamento, se necessário. Existem placas de gesso acartonado que possuem aditivos em sua composição, gerando material diferenciado para uso exclusivo em área molhadas (banheiros) e ainda placas que retardam a ação do fogo, por exemplo. Para o acabamento das placas acartonadas, usa-se uma fita específica entre as emendas, e posteriormente, passa-se massa e pintura da preferência.

Para uso decorativo, o gesso é um excelente material, podendo criar novas composições sobre as alvenarias – pilares falsos, cantoneiras para acabamento entre laje e paredes, molduras de janelas, sancas, entre outros.

Com o uso conciliado a um projeto luminotécnico, o gesso pode transformar o aspecto de um ambiente. É possível trabalhar rebaixos para colocação de iluminação indireta, aumentar a capacidade de iluminação de um cômodo, gerando novos pontos de luz, e ainda direcionar os fachos luminosos, pois toda a parte elétrica que terá que ser modificada, ou ampliada, fica escondida sob o forro de gesso.

Como é um material rígido, deve-se ter cuidado durante a instalação das placas, pois podem sofrer rachaduras. É importante colocar em todos os cantos em que o forro se una as paredes, uma junta de dilatação. Esse detalhe técnico garante que o forro de gesso novo, trabalhe – sofra as ações de dilatação – independente das paredes, que trabalham de maneira diferente.

É sempre importante contatar um profissional habilitado para ajudar nesta etapa de acabamento. Um bom planejamento e projeto junto a um profissional, evita gastos desnecessários com quebra-quebra e garante a escolha de um bom fornecedor para o serviço, já que nesta fase da sua obra, os detalhes são tão importantes. Se você deseja modificar a aparência e a sensação de um cômodo da sua casa, o projeto de gesso aliado a um bom projeto de iluminação, pode fazer milagres, acredite.

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