Tesouras ao alto!
Desde pequena, eu já travava batalhas com o meu cabelo (e muitas vezes saia perdedora). A busca por soluções para tirar o volume, eliminar o frizz, acabar com o ressecamento, as pontas duplas e outras coisinhas mais, me levavam a procurar um profissional que pudesse prestar ajuda.
Desde pequena, eu já travava batalhas com o meu cabelo (e muitas vezes saia perdedora). A busca por soluções para tirar o volume, eliminar o frizz, acabar com o ressecamento, as pontas duplas e outras coisinhas mais, me levavam a procurar um profissional que pudesse prestar ajuda. Assim, fui me aproximando dos cabeleireiros, que faziam o possível (e o impossível) para vencer minhas madeixas teimosas e deixa-las com o aspecto que eu gostaria.
Acabei criando uma grande admiração por profissionais deste ramo, afinal, tem que ser corajoso para mexer em um elemento tão precioso para as mulheres: seu cabelo. Mas não só de coragem são feitos os cabeleireiros, já que é preciso muito estudo e aperfeiçoamento para que o cliente saia satisfeito. Por isso, quando chegou a minha vez de fazer o Saindo da Rotina, decidi que queria viver um dia no salão, mas não como cliente, e sim do outro lado. Desta forma, invadi um salão de beleza, coloquei a mão na massa, ou melhor, nas mexas, e fui conferir como é a vida daqueles que cuidam da nossa cabeleira.
Chegando no salão, já pude acompanhar um pouco da rotina. Entra cliente, sai cliente e o trabalho não para. Comecei observando um processo de descoloração, conhecido como mechas californianas. O cuidado é essencial quando se mexe com a tonalidade do cabelo. Nem de mais, nem de menos. Conhecer a medida certa é essencial para garantir um resultado satisfatório. Além disso, é importante ficar ligado se o cliente já apresentou alergia ou rejeição a um determinado produto, para que não haja problemas posteriores. Também é preciso que o cabelo esteja hidratado, pois descolorir as madeixas pode acometer em ressecamento. Por isso, o profissional cabeleireiro é de extrema importância, já que ele que vai avaliar se o cabelo pode receber o procedimento.
Enquanto a cabeleireira Daniela Karsten fazia as mechas, eu ficava acompanhando. Fiquei espantada com a rapidez, agilidade e a prudência com o qual ela realizava o trabalho. Não me vi fazendo isso em menos de 12h, mas a profissional me deixou boquiaberta, terminando em menos de uma hora. Pausa para o descanso, pois era preciso esperar para o produto fazer efeito, e por fim, a lavagem. O resultado foi uma bela transformação (fiquei impressionada).
Aventurei-me um pouquinho mais. Decidi que queria me entreter nas atividades de manicure. Sentei na mesinha e… agora, por onde eu começo? Sorte minha que a manicure profissional Samara me orientava. Primeiro você passa a base disse ela. Tudo bem. Ela me entrega a base para iniciar os trabalhos. Feito isso, vem o esmalte. Precipitei-me quando achei que já deveria limpar os cantos. Primeiro você deve passar uma segunda mão de esmalte, depois você limpa os cantos explicou Samara. Fiz novamente o processo e tirei os excessos. Agora você passa um óleo para que a unha seque rapidamente e não estrague. Fui até a prateleira de esmaltes… e qual deles seria esse óleo? O de tampa laranja, escuto Samara me dizer. Ufa! Terminei em cerca de quarenta e cinco minutos. Decidi perguntar a manicure, por curiosidade, quanto tempo ela levaria. Uns vinte minutos, foi a resposta. Resultado: as unhas até que ficaram bem feitas. Minha conclusão: é mais fácil fazer as minhas unhas do que as dos outros. Tem que haver muito cuidado para não machucar nem estragar. Mas acho que me sairia bem como manicure quebra-galho (isso porque eu não tirei a cutícula).
Vamos lavar o cabelo escuto alguém diz. Opa! Ora de colocar a mão na água. Fui até o lavatório e a dúvida o e agora? voltou a matutar na minha cabeça. A cabeleireira Carla Letícia me orientou. Ligue o chuveirinho e vá molhando o cabelo de cima para baixo. E lá fui eu. Passei o shampoo e enxaguei. Mais uma mão de shampoo, e enxaguei de novo. Vamos ao condicionador. Outro enxague. É bem parecido com lavar o próprio cabelo, mas eu tenho que admitir, nos outros é muito mais receoso (pelo menos para mim).
Bom, o cabelo estava lavado, faltava agora secar. Conduzi minha cliente até outra cadeira e comecei a secar. Para variar, comecei errado. Descobri que se deve manter o secador sempre em movimento, para evitar queimar o coro cabeludo. Também descobri como fazer uma escova – não, eu nunca fiz no meu cabelo. Sim, eu já tive vontade de fazer. Também aprendi a fazer malabarismo, mesmo fora do circo. Afinal, segurar um secador numa mão, a escova em outra e ainda ter que manipular as mechas para realizar o trabalho, não é tarefa fácil (neste momento eu desejei ter quatro braços). Por fim, consegui secar o cabelo sem problemas, e com o tempo, até peguei o jeito com as mãos e equipamentos.
Ainda acompanhei Nayara Brito enquanto ela fazia a pedicure de uma cliente. Auxiliei um pouco, mas confesso que o receio em lidar com a pele dos outros foi muito grande, afinal, um erro pode acarretar em um ferimento e por isso, decidi deixar o trabalho com uma profissional.
A experiência valeu. Adorei passar um tempo com essas meninas divertidíssimas, que me ensinaram dicas de como fazer e esclareceram muitas dúvidas. Mas eu confesso que, para quem não conhece, o trabalho é difícil. Se hoje tenho uma boa relação com meus fios, é graças a estes profissionais que estudam e se aperfeiçoam para atender o seu cliente de acordo com o que necessário. Depois de tesouras, alicates, escovas, secadores e esmaltes, voltei enfim à redação, com uma grande carga de conhecimento. Cuidar dos cabelos é o máximo, mas eu confesso que vou deixar isso para quem entende bem do assunto.