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Cuidados para evitar afogamentos

As lagoas, cachoeiras, praias, piscinas e os rios podem nos proporcionar agradáveis momentos de lazer e nos trazer o
alívio de se refrescar num dia de calor. Porém, alguns cuidados são importantes para que incidentes não ocorram

1 de junho de 2015

Afogamento é a terceira causa de morte acidental entre crianças e adolescentes em todo o mundo. Por isso, o Corpo de Bombeiros Voluntários e Militar orienta a população sobre os riscos causados as pessoas de todas as idades em piscinas, lagoas, clubes, cachoeiras, balneários e até dentro de casa, em tanques e baldes.

Diante do calor, ao procurar um desses locais para se refrescar, as pessoas evitam tomar alguns cuidados e mesmo em meio aquático de pouca profundidade, os pais ou responsáveis não devem se afastar dos filhos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a principal causa de mortes e sequelas na faixa etária de zero a quatorze anos, são os acidentes não intencionais, como afogamento e sufocamento. Isso se deve à displicência dos adultos que as deixam sozinhas (um momento de distração pode ser fatal), a curiosidade natural da idade, por não saberem nadar, e por se apavorarem mais facilmente que os adultos.

Engana-se quem pensa que um grande volume de água é necessário para que haja o afogamento. Uma quantidade pequena de água pode ser a causa de afogamento, pois geralmente ele acontece muito rápido e de forma silenciosa.

Entre jovens e adultos os afogamentos são causados principalmente por ingerirem remédios ou bebidas alcoólicas antes de nadar, vítimas de trauma (bater a cabeça em algo maciço por ter saltado de alguma elevação para dentro d’água), acidentes com embarcações, ações de animais marinhos, desconhecimento do local de mergulho, excesso de confiança e exaustão de nadadores.

Para não afundar, os especialistas recomendam encher o pulmão de ar e respirar mais devagar, não de forma ofegante. Se uma garrafa estiver aberta e vazia, por exemplo, entrará água e ela vai afundar. Mas, se estiver cheia de ar e fechada, boiará. A mesma coisa acontece com os nossos pulmões.

Quem for socorrer uma vítima de afogamento deve retirar a pessoa pelas axilas, pois, caso a segure pelo abdômen, pode apertar o estômago, provocar vômito e até asfixia.

Se o indivíduo afogado for removido da água, tire a roupa molhada dele, seque-o e aqueça-o com o que tiver à disposição. Isso serve para evitar uma hipotermia, quando a temperatura corporal baixa muito. O risco disso existe, pois na água perdemos muito calor e energia, na tentativa de manter o termômetro do organismo estável.

Outras dicas fundamentais são: vire a vítima de lado, paralela ao mar, para evitar engasgos com água ou vômito, e espere o socorro chegar ou leve a pessoa até o hospital mais próximo. Mesmo que o indivíduo esteja consciente, é imprescindível que um técnico, bombeiro, enfermeiro ou médico avalie o estado dele e verifique se entrou água no pulmão.

Para evitar acidentes é preciso respeitar as faixas e avisos, além de não entrar em locais onde há avisos de perigo de morte ou em águas poluídas. Muito importante também é nunca deixar crianças sozinhas e, se for andar de barco ou qualquer outra embarcação, usar sempre coletes salva-vidas. Além destas, os Bombeiros dão outras dicas importantes.

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