Leonardo 4×5: Matemático?
Pomerode levou quatro projetos para a Feira Nacional de Matemática, e todos receberam destaque no evento. O trabalho
dos alunos do Doutor Blumenau está entre eles
Sabe aquela frase “Em tudo tem matemática”? Pois é, e foi neste sentido que os alunos do Colégio Sinodal Doutor Blumenau decidiram explorar os trabalhos do artista e inventor Leonardo da Vinci para a Feira de Matemática. Um trabalho tão bem desenvolvido que entre nos dias 25 e 26 de setembro esteve exposto em Salvador, Bahia, na edição nacional da Feira.
A professora orientadora do projeto, Elisangela Meier, explica que a ideia partiu dos alunos e que então, começaram a trabalhar nele. “O trabalho ‘Leonardo 4×5: Matemático?’ teve início quando os alunos me procuraram, interessados em explorar as invenções de Leonardo da Vinci, analisando a influência dessas criações nos dias atuais e a Matemática e a Física envolvidos. Procuramos conhecer a vida de da Vinci e estudar suas criações, buscando compreender o que estava ligado àquilo”.
O trabalho foi apresentado na Feira Interna do Colégio Doutor, obtendo destaque. Na Feira Municipal de Matemática o projeto recebeu novamente destaque, assim como na Feira Fegional e Estadual. Alguns dos destaques da feira catarinense foram selecionados para a Feira Nacional e então veio a chance de levar o trabalho adiante. Elisângela ainda destaca o empenho dos alunos para a realização do projeto. “É importante ressaltar que os dois alunos, Dagwin Wachholz Júnior e Felipe André Rahn são alunos com bastante experiência em feiras, sempre se destacaram apresentando trabalhos científicos. Isso colaborou para a grande autonomia que pude perceber no desenvolvimento, na pesquisa e na apresentação do trabalho. Meu papel como professora foi apenas o de nortear e ajudar a escolher o mais importante a ser apresentado, me colocando à disposição para eventuais dúvidas”, explana.
Para ela, como professora, a experiência foi muito boa e conserva uma grande admiração por seus alunos. “Fico muito feliz em vê-los com total independência, com capacidade de se inteirar de um assunto, aprofundar a pesquisa e delimitar o modo como o trabalho seria apresentado. Senti que o papel da escola e dos professores estava sendo muito bem desenvolvido, afinal o que se espera é que o jovem consiga se apropriar do conhecimento e utilizá-lo na vida em sociedade”.
Já para os alunos Dagwin Wachholz Júnior e Felipe André Rahn a experiência na Bahia foi muito produtiva e válida. “Para nós, foi uma imensa gratidão poder ter representado a nossa escola, o nosso município e o nosso estado nessa Feira com esse trabalho. Apresentar o trabalho lá foi extremamente construtivo, uma vez que a nossa realidade aqui não corresponde com a mesma encontrada lá. Essa experiência nos possibilitou o conhecer de inúmeras outras culturas desse Brasil diverso”.
Eles comentam também que o trabalho foi muito aclamado na feira, recebendo destaque. “Os visitantes e avaliadores apreciaram muito o trabalho. Concluíam dizendo que a abordagem da vida de Leonardo da Vinci entrelaçada com a matemática era de total relevância para o esclarecimento da importância, que da Vinci exerceu na construção da nossa sociedade. E dessa forma, acreditamos que conseguimos alcançar o nosso objetivo, uma vez que esse era o de passar a influência de da Vinci para comunidade atual”, comentam.
O caminho até a Bahia foi trilhado com muito trabalho e esforço, mas o resultado no final valeu muito a pena. “Podemos dizer que escalada até lá não foi fácil. Depois de quatro feiras, todas elas exigindo muito dos participantes, conseguimos uma vaga para a Feira Nacional. Isso é claro, foi uma enorme conquista, e cada conquista é uma grande surpresa. As Feiras Municipais e Regionais, todavia, apresentam um nível de dificuldade muito alto. Logo, já tínhamos um ponto forte para a Indicação da Feira Nacional. A responsabilidade, é claro, foi grande, mas com determinação conseguimos representar a garra e o vigor de nossa cidade. Posto que Pomerode é exemplo no assunto Educação”. E o conhecimento adquirido durante a viagem, com certeza, será levado pelo resto da vida. “A maior experiência que tivemos com certeza foi o intercâmbio cultural. Pudemos constatar a vastidão do nosso Brasil pela variedade de rostos, culturas, comportamentos e ideias. E isso certamente nos acrescentou muito socialmente e intelectualmente, contribuindo para a nossa formação pessoal”.