Quando o amor surge entre colegas de trabalho
Para Paulo Cesar Medeiros o ditado se aplicou. Ele iniciou na empresa com apenas 18 anos, o mesmo tempo em que trabalha na Cativa Têxtil, em um único departamento, o Corte. Hoje, aos 36 anos, revela que teve uma breve experiência profissional anterior, quando trabalhou em uma empresa do ramo plástico.
Para Paulo Cesar Medeiros o ditado se aplicou. Ele iniciou na empresa com apenas 18 anos, o mesmo tempo em que trabalha na Cativa Têxtil, em um único departamento, o Corte. Hoje, aos 36 anos, revela que teve uma breve experiência profissional anterior, quando trabalhou em uma empresa do ramo plástico.
O primeiro contato com malharia, e mais especificamente, com a Cativa Têxtil, deu-se por influência de um irmão e um sobrinho, que faziam parte da equipe de colaboradores. Conheci minha esposa aqui na empresa. Começamos a nos interessar um pelo outro, trocar olhares e acabamos estendendo o contato do portão para fora. E foi assim que nos apaixonamos, começamos a namorar e nos casamos, explica, timidamente.
Paulo Cesar Medeiros começou como auxiliar e, após dois anos, passou a atuar como enfestador. Quando uma máquina automática chegou ao setor, passou a trabalhar com ela. Atualmente está no depósito de tecidos, na área de separação de peças. Por sua vez, sua esposa trabalha no Acabamento. Já nos acostumamos a trabalhar juntos. No início era mais complicado, pois chegávamos em casa e falávamos de trabalho. Hoje tentamos evitar, mas volta e meia tocamos no assunto. Passamos mais tempo aqui do que em nossa própria casa. Mas ao mesmo tempo é bom, pois nos entendemos e sabemos dos problemas e das alegrias um do outro.
Do fruto desta bela união entre colegas de trabalho nasceu uma filha, que hoje está com 11 anos. Minha esposa trabalhou quase até o dia do nascimento de nossa filha. Depois, quando retornou da licença maternidade, ela optou em trocar de turno para que pudéssemos nos revezar em casa. Antes disso, sempre trabalhamos no mesmo turno.
Junto com o amor do casal e com o crescimento de sua filha, a empresa Cativa também evoluiu, acompanhada de perto pelos colaboradores. Sinto que nós fizemos parte desse crescimento. A empresa era bem pequena. A estrutura antiga nem de longe se compara à atual. E o mais positivo nessa ampliação toda, é que os benefícios para os funcionários também foram estendidos. Para nós, enquanto casal, auxilia muito, pois acaba vindo em duplicidade.
Qualidade também nos benefícios – No ano em que os colaboradores da empresa receberam, cada um, uma gratificação de 3,2 salários, para Paulo Cesar, foi ainda mais especial. Lá em casa foi uma grande festa. Ganhamos juntos, minha esposa e eu, 6,4 salários. Conseguimos pagar algumas contas e ainda sobrou uma boa quantia para que pudéssemos trocar de carro. Nunca iremos esquecer aquele ano. Marcou de uma maneira muito especial as nossas vidas, para sempre.
Nos momentos de dificuldade, Paulo Cesar Medeiros chegou a pensar em procurar outro emprego. Se eu disser que nunca pensei em trabalhar em outro lugar, estarei mentindo. Mas depois, pensando nos benefícios, vi que não tinha motivo para eu deixar a empresa. Gosto muito de trabalhar aqui. Quando me perguntam os motivos que me fazem trabalhar aqui até hoje, sempre digo, o principal é que em todos estes anos, a empresa não atrasou o pagamento uma única vez.
Identidades e referências – No início da entrevista, o colaborador estava bastante retraído, mas com o passar do tempo, já mais à vontade, disse que para ele a pessoa que mais lhe marcou nestes anos todos de empresa, foi a tia de seus diretores, dona Iria Kloser. Foi ela que me ensinou tudo quando comecei a trabalhar aqui. Sempre tratou todos com muito respeito e carinho. Estes dias nos encontramos e relembramos toda esta história e pude dizer a ela que guardo as recordações daquela época de maneira especial.
Dos atuais colegas, Paulo Cesar Medeiros aponta José Antônio Wuerges, encarregado do Corte, como um dos mais comprometidos com a empresa. Ele é um verdadeiro exemplo a ser seguido. Se precisar, trabalhando 24 horas sem parar. Nunca conheci alguém tão apaixonado por aquilo que faz quanto ele. Falar em Cativa e não falar no José é praticamente impossível. Ele dá o sangue pela empresa. É tão esforçado e comprometido que, para faltar ao trabalho, tem que estar praticamente morrendo, caso contrário, ele vem trabalhar.
Paulo Cesar Medeiros encerra dizendo que estas duas pessoas significaram muito em sua vida e que se espelha nelas para realizar suas funções da melhor forma possível. Não preciso nem dizer o quanto minha esposa e eu gostamos de trabalhar na Cativa, é a nossa segunda casa. Esperamos ainda fazer parte desta família durante muito tempo, finaliza.