Alunos são destaque nacional
A menina de olhos castanhos, pele clara e miudinha, nem parece, por fora, ter essa força gigante dentro dela. E ela é empenhada mesmo, em tudo o que faz.
Brincar, estudar, dormir… Tudo isso seriam atividades normais para uma criança de 12 anos. Sim, seriam, se essa criança não praticasse balé quatro vezes por semana, tivesse doutrina toda quinta-feira, participasse de um Programa de Iniciação Científica, aos sábados, a cada três semanas, em Blumenau, e tivesse ainda que fazer as tarefas da escola e ser criança.
Pois é, isso tudo seria além da conta, se não fosse para Luísa Dallmann, aluna do 7º ano da escola Dr. Amadeu da Luz. A menina de olhos castanhos, pele clara e miudinha, nem parece, por fora, ter essa força gigante dentro dela. E ela é empenhada mesmo, em tudo o que faz. E ainda alimenta uma paixão pela dança, em especial pelo balé, que consome grande parte da sua rotina. Se essa agenda cheia atrapalha os estudos? Não para Luísa. Ela conta que para ela, é muito fácil aprender. “Eu presto atenção em sala de aula no que os professores falam e depois eu nem estudo para as provas”, conta ela, com naturalidade.
Na escola a grande preferência é pela disciplina de Matemática. E não poderia ser diferente. Não só pela afinidade com a matéria, mas também pela dedicação aos estudos é que a menina recebeu na segunda-feira, 27 de agosto, a medalha de ouro que conquistou na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), em 2011.
Depois de alguns dias fora da cidade, na quarta-feira, 29 de agosto, ao voltar ao ambiente escolar, Luiza recebeu uma homenagem dos colegas e professores da unidade de ensino.
Mas não foi só Luiza que recebeu presentes e parabenizações…
Muito mais do que mãe
Isso mesmo, além de mãe, Maria Cristina Dallmann, também é professora da pequena campeã. A mãe-professora, ensina ainda, a matéria preferida da filha: Matemática.
Ela acompanhou todo o processo da filha, desde a preparação para a competição, até a entrega da medalha. Foram duas fases, disputadas com quase 20 milhões de alunos, de todo o país. Já na segunda fase, apenas cinco porcento desse total, ficou classificado. E Luísa, foi uma delas.
“A emoção foi e é muito grande, eu ainda estou sem palavras para descrever tudo isso; a Luísa é uma menina especial, dedicada, estudiosa e é uma grande vitória, não só para ela e para mim; mas também para a escola e para Pomerode”, fala a mãe, emocionada.
Mãe, professora da filha. Filha incentivando colegas
Se para Luísa é fácil adquirir conhecimento, para ela também é fácil contribuir com o aprendizado dos colegas de classe. Ela conta que se os colegas de classe têm alguma dúvida em algum tema passado em sala de aula, eles pedem ajuda e ela prontamente atende, dentro de suas possibilidades. “Eu gosto de ajudar, por que nem todos aprendem de maneira igual e fico feliz se posso contribuir”, finaliza.
Incentivo para todos
Apesar do destaque da filha Luísa, Maria Cristina afirma que o incentivo é mútuo e geral. Todos os alunos que são inscritos para a primeira fase, pela escola, são incentivados a dar o melhor de si nas provas. São questionamentos objetivos e subjetivos que precisam ser respondidos nas duas fases da avaliação.
Ela conta que destina um período que antecede as provas, para estudos específicos, e que os alunos, precisam de dedicação.
“Todos os alunos têm condições de ter destaque nacional, assim como a Luísa, basta ter dedicação, força de vontade e empenho”, reforça a professora.
Já a estudante diz que “os alunos não podem esperar para se dedicar aos estudos no futuro, as oportunidades precisam ser aproveitadas a todo o momento”.
De olho no futuro
A pequena Luísa, apesar de muito jovem, já pensa no futuro. Ela tem consciência e afirma que uma medalha como essa vai abrir portas daqui uns anos. Como não podia ser diferente, a paixão pela matemática já traça alguns caminhos para a menina. Quando “crescer”, ela pretende ser engenheira. “Ainda não sei qual engenharia, vou precisar pesquisar um pouco sobre isso, aos poucos, mas sei que vou seguir nessa área, provavelmente”, conta.
Pomerode com mais dois “ouros”
Santa Catarina teve, ao todo, 11 representantes, medalhistas de ouro, na Obmep. Destes, três são de Pomerode. Além de Luísa, Thiago Weiss da Escola Básica Municipal Pomerode Fundos, também levou o ouro. Ele já havia recebido melhada de prata na competição, em 2010 e foi orientado pela professora Carla de Oliveira.
Já da Escola Básica Olavo Bilac, Cristine Buettgen, que foi ouro em 2010, também foi agraciada com ouro em 2011. Ela foi a bicampeã da competição, em Pomerode, e teve a orientação da professora Eliana Schwrtz Sell.