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Situação do morro na Rua Mato Grosso é estável

Empresa já retomou suas atividades e moradores já podem voltar às residências.

30 de setembro de 2010

 Agosto e setembro marcaram a vida de muitas famílias e empregados da região onde está situado o deslizamento do morro da Rua Mato Grosso. Após mais de um mês de preocupação, o morro situado na Rua Mato Grosso resolveu dar uma trégua. A cada dia, a fenda estava crescendo de uma maneira considerável, chegando a ter mais de 10 metros de largura.

Apesar da quantidade de chuvas que atingiu a região na última semana, o morro apresentou certa estabilidade, de acordo com informações da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil, Comdec.

O coordenador da Defesa Civil de Pomerode, Ademar Marquardt, explica que a diferença é que várias outras fendas se abriram. Ele fala que o conjunto possui uma única força. A partir do momento em que ele se divide, passa a distribuir essa força. ?É como um bolo que ao invés de cair inteiro do prato, começa a se esfarelar aos poucos. Isto ameniza a situação de desabamento integral?, diz Marquardt.

Como a estabilização foi confirmada, a Defesa Civil autorizou a reativação de parte da empresa, que até então estava interditada, contudo, a parte do escritório continua desativada e os funcionários, a princípio, só deverão trabalhar em horário comercial, a fim de evitar novos transtornos.

Marquardt autorizou também o retorno das famílias às suas residências, já que as mesmas, por medida de segurança, tinham sido retiradas do local na semana passada. Ao sinal de chuvas torrenciais ou que tenham uma média de 50 a 60 milímetros por hora, todos deverão se retirar novamente.

“É como um bolo que ao invés de cair inteiro do prato, começa a se esfarelar aos poucos. Isto ameniza a situação de desabamento integral?.
Marquardt, Coordenador da Defesa Civil

 

 

Resultado do Laudo Oficial

Nesta semana também foi divulgado o Laudo Oficial do relatório geológico ? geomorfológico que diz que antes de qualquer trabalho de contenção, ou estabilização da encosta, trabalhos de levantamento geofísicos (que determinarão a profundidade das fendas), deverão ser feitos.

Conforme Marquardt, só empresas especializadas poderão, por meio de um projeto, realizar o trabalho. Este deverá estar de acordo com a NBR 11.682, da Associação Brasileira de Normas Técnicas ? AABNT. ?Não adianta mexer no local sem antes ter a medição correta da profundidade?, finaliza o coordenador.

O problema

O laudo também confirmou as hipóteses sobre a causa da fenda. Segundo as informações do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina, a ação humana foi a principal causadora do problema.

O deslizamento foi considerado ?rotatório?, ou seja, a terra mais pesada procura acomodação sobre a mais leve, que está situada no pé do morro (onde também estão as empresas e residências). As chuvas de 2008 provocaram dois pequenos deslizamentos, que agora, se transformaram na fenda que já supera os dez metros.
Outra causa que pode ter acarretado essa fenda, foi a retirada de argila e a abertura de uma estrada no local, sem contar no aterro sobre a lagoa, o que foi feito há mais de 30 anos.

Para os próximos dias, a Defesa Civil continuará monitorando a região, e ao sinal de qualquer chuva intensa, os moradores deverão entrar em alerta.

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