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Um pouco de Pomerode no Salão do Automóvel de Detroit

Elisa Strobel cresceu em Pomerode, e atualmente reside em Florianópolis. Poucos sabem, mas essa pomerodense conquistou uma grande vitória neste ano. Ela foi uma das vencedoras da décima edição do prêmio Michelin Challenge Design 2011, concurso mundial de Design Automotivo, sob o tema “+10, 2021, The Best is Yet to…

21 de janeiro de 2011

Elisa Strobel cresceu em Pomerode, e atualmente reside em Florianópolis. Poucos sabem, mas essa pomerodense conquistou uma grande vitória neste ano. Ela foi uma das vencedoras da décima edição do prêmio Michelin Challenge Design 2011, concurso mundial de Design Automotivo, sob o tema “+10, 2021, The Best is Yet to Come”(O melhor ainda está por vir) – junto a sua empresa, a 2:1- Design Industrial.
Este concurso mundial recebeu 970 trabalhos de Free Lances, Estudantes e Estúdios de Design vindos de todas as partes do mundo. Destes, 34 foram selecionados por um júri técnico da elite do design automotivo internacional, entre eles, o trabalho da equipe que Elisa atua. “Para nossa surpresa dentre os trabalhos selecionados está o do estúdio brasileiro 2:1 Design Industrial, de Florianópolis”. Esse foi o único projeto brasileiro classificado este ano.
Strobel explica que o trabalho selecionado “consistiu em um sistema de transportes alternativo, que possibilitaria a locomoção por trilhos, ou pelo sistema convencional”.
O prêmio é expor o projeto no NAIAS 2011, North American International Auto Show, em Detroit que é o Salão do Automóvel de Detroit, um dos salões do automóvel mais importantes do mundo.
O concurso é realizado anualmente, e propõe desafios para novos conceitos automotivos. E se engana quem pensa que são apenas novos talentos que concorrem ao prêmio, grandes montadoras, estúdios, designers independentes fazem parte dessa seleção.
Elisa conta que assim que a ideia de participar neste prêmio surgiu, toda a equipe desejou participar. Ela explica que design automotivo é um desafio irresistível para qualquer designer de produto. “Juntamos forças e desenvolvemos o projeto fora do horário do expediente, para continuar atendendo nossos clientes normalmente. Foi bastante cansativo e inclusive amigos próximos se interessaram pelo que fazíamos e foram tomando parte do projeto, ao todo foram oito integrantes: Alexandre Turozi, Elisa Strobel, Donato Nascimento, Ivandro Ribeiro, José Serafim, Mayara Macedo, Rodrigo Krieger e Théo Orosco”.
A surpresa de terem sido classificados foi gigante. A seleção foi intensa, principalmente pela qualidade do júri: diretores de centros de Design da Ford, Hyundai, Honda, Tesla, General Motors, Volvo, BMW. “Quando vimos o júri, ficamos emocionados – ser qualificado pelos melhores é uma honra muito grande e ainda expor no NAIAS”?
Três dos sócios puderam ir até Detroit, onde puderam trocar ideias com figuras importantes do cenário automotivo, tais como Jack Telnack, ex-diretor de design Ford, eleito uma vez o homem do ano da indústria automotiva.
Na cerimônia, Bob Miron (Diretor de Marketing global da Michelin) falou sobre o quão importante é para o design brasileiro ter um representante no salão do automóvel e no Michelin Challenge Design, e o quanto o design é importante para o Brasil.
 

 

O projeto
Planejou-se um sistema de transportes adaptável para trilhos e fora de trilhos. “Nos inspiramos no modo como movem os cardumes de peixes: sincronizados, sem se chocar, e buscamos criar este tipo de fluxo em transportes também, para descongestionar o trânsito. O truque está todo nas rodas adaptáveis. Por exemplo: Nos trechos principais como de Blumenau – Pomerode, as rodas se acoplariam aos trilhos e entraria em modo automático, acompanhando o fluxo sem interrupções, em uma velocidade constante. Para ir a um local específico, o piloto programa uma saída e sai dos trilhos no modo normal”, conta Elisa.

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