Plano Municipal de Saneamento Básico apresenta diagnóstico
1ª Audiência Pública do Plano Municipal aconteceu no dia 19/10. O próximo passo, conforme o presidente do Samae, será a elaboração do Plano de Saneamento.
A 1ª Audiência Pública do Plano Municipal de Saneamento Básico de Pomerode, realizada no Auditório da Prefeitura, aconteceu no último dia 19/10 com o objetivo de discutir o diagnóstico do Plano Municipal de Saneamento do Município.
O prefeito municipal, Paulo Maurício Pizzolatti, falou da importância da elaboração deste diagnóstico. ?Através dele se fará um trabalho de qualidade em relação ao saneamento do município?.
O presidente do Samae, Ércio Kriek apresentou um vídeo recentemente elaborado com informações e orientações sobre a reciclagem de lixo no município. ?O próximo passo é a elaboração de um segundo capítulo que mostrará o que é feito durante o dia com o material reciclado. Me arrisco a dizer que nós temos o melhor índice de SC em relação à quantidade de material reciclado na cidade?, diz Kriek.
Ele ainda comentou que um vídeo será entregue nos principais locais de circulação pública, como nos postos de saúde, bancos, escolas, Prefeitura, Câmara de Vereadores, etc. A ideia é conscientizar o maior número de pessoas quanto à maneira correta de reciclar o lixo.
Kriek também explicou aos presentes, que o objetivo deste primeiro momento não era sair da reunião com os problemas em relação ao saneamento do município resolvidos, mas sim, apresentar dados e discutir ações para se chegar em conjunto, ao melhor caminho. Na ocasião, o presidente da do Samae relatou os objetivos sobre o tratamento de água, coleta de lixo e esgoto. Atualmente são captados seis mil m³ de água por dia. A principal fonte é obtida através do Rio do Testo (ETA II) e na ETA I, com Pomerode Fundos, Ribeirão Clara, e Morro da Turquia.
Ao todo em Pomerode, são 7.338 ligações ativas com hidrômetros. São também realizadas 150 análises em laboratório diariamente, sendo que a turbidez da água, flúor, PH (índice de turbidez da água) e do cloro são realizadas de duas em duas horas. A perda de água fica em torno de 40%.
A Comissão instituída para a construção do Plano de Saneamento verificou que a primeira coisa a ser analisada é se o volume de água produzido é realmente este. ?Isto com base nas medições que são feitas, que não sabemos se é correta ou não. E isso não é problema só de Pomerode e sim, de outros municípios também?. Para isto, serão instalados medidores de vazão precisos.
Em Pomerode, a água tratada passa por pesquisas diariamente, para a constatação de bactérias e clorofórmios fecais.
O vereador Nelson Fischer, que estava presente na Audiência, disse que em contato com a comunidade, foi sugerida a construção de uma ETA IV. O prefeito disse que a ideia é fazer um planejamento para daqui há 30 anos e isto está na programação. Kriek completou dizendo que, de certa forma, a ETA IV já existe na Rega II.
Outra questão analisada foi sobre a drenagem urbana. Segundo levantamentos foi constatado que, 50% do orçamento é destinado à drenagem, onde estão inclusas as valetas que fazem o escoamento das águas.
Em relação ao lixo, a coleta é semanal, sendo que em algumas regiões se torna mensal e/ou quinzenal. O aterro situa-se em Timbó e, atualmente, são recolhidos 280 toneladas de lixo por mês. Isso representa um custo mensal de R$ 07 mil, que são pagos ao Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí. ?Apesar da quantidade ser grande, nossos índices ainda estão abaixo da meta do sul do Brasil e do Estado de Santa Catarina?.
Sobre alguns materiais que não podem ser jogados nos lixos comuns, Kriek explica que conforme a legislação, as pilhas devem ser entregues ao vendedor para após, repassá-las ao fabricante. Em relação às borrachas elas podem ser entregues em borracharias. O prefeito completa, dizendo que em relação às árvores, a intenção é comprar uma trituradeira.
Por fim, o presidente do Samae diz que o Plano e para o diagnóstico tem que se basear em quatro critérios: água potável, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e drenagem urbana. O próximo passo será a elaboração do Plano de Saneamento.