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Os perigos do sol

É difícil encontrar alguém que no verão, não pense em ficar com aquele bronzeado. O problema é que para isto, muitos se arriscam demais, e acabam prejudicando sua saúde. A queimadura de sol, que na sequência se transforma no bronzeado desejado, não traz somente um desconforto no primeiro momento. É…

21 de janeiro de 2011

É difícil encontrar alguém que no verão, não pense em ficar com aquele bronzeado. O problema é que para isto, muitos se arriscam demais, e acabam prejudicando sua saúde.
A queimadura de sol, que na sequência se transforma no bronzeado desejado, não traz somente um desconforto no primeiro momento. É importante saber que toda vez que você se queima e ocorre uma queimadura as consequências futuras podem ser bem desagradáveis. Isso porque há alguns anos, a camada de ozônio filtrava a maioria dos raios nocivos à saúde. As pessoas não usavam filtros solares e as consequências da exposição excessiva ao sol eram as queimaduras, ardências e a pele descascada. Hoje em dia, com a destruição desta camada há um mal ainda mais perigoso: o câncer de pele.
De acordo com a Fundação do Câncer de Pele, de todo o tempo que a maioria das pessoas passa exposta ao sol, cerca de 80% se dá antes de completarem 18 anos. Calcula-se que apenas uma queimadura que causa bolhas, na infância, dobra o risco de se contrair melanoma mais tarde na vida. A Fundação ainda ressalta que existem cânceres de pele que demoram 20 anos para se desenvolver. No Brasil, esse é o câncer mais comum, correspondendo a 25% de todos os tumores diagnosticados.
A radiação ultravioleta natural, proveniente do sol, é o principal responsável. Com a destruição da camada de ozônio, os raios UV-B, que estão relacionados ao surgimento do câncer de pele, vêm aumentando sua incidência sobre a terra. Da mesma forma, tem ocorrido um aumento da incidência dos raios UV-C, potencialmente mais carcinogênicos que os UVB.
Já os raios UV-A independem desta camada, e causam o câncer de pele em quem se expõe a eles em horários de alta incidência, ao longo de muitos anos. As pessoas de pele clara são as que apresentam maior risco e como somam mais de 50% da população brasileira e se expõem ao sol muito e descuidadamente, seja por trabalho ou por lazer, é previsível a alta ocorrência do câncer de pele entre nós.
Para se proteger é muito fácil. A boa pedida para o verão é usar sempre, e repetidas vezes, o filtro solar. Chapéus, bonés e boinas não servem apenas como enfeite. Eles também protegem áreas sensíveis do nosso corpo. Em dias muito ensolarados, vale até sair de sombrinha e usar lenços.
Quanto ao protetor solar, é sábio usar um produto de amplo espectro, que filtre tanto a radiação UVA como a UVB. Isso é nescssário mesmo em dias nublados, porque 85% dos raios ultravioletas conseguem atravessar as nuvens. Os raios também podem passar através de águas claras. Alguns especialistas recomendam filtro com fator de proteção solar (FPS) 15, pelo menos. Para descobrir quanto tempo de proteção isso lhe dá, multiplique por 15 os minutos que você leva para se queimar pelo sol. Deve-se passar novamente protetor solar no mínimo de duas em duas horas, mas isso não dobra o tempo total de proteção.
O uso do protetor não tem como objetivo permitir o aumento do tempo de exposição ao sol, nem estimular o bronzeamento. É importante lembrar que o real fator de proteção varia com a espessura da camada de creme aplicada, a frequência da aplicação, a transpiração e a exposição à água devem ser aplicados antes da exposição ao sol e reaplicados após nadar, suar e se secar com toalhas.
Mas nenhum protetor solar é 100% eficaz contra queimaduras, nem necessariamente previne contra o câncer de pele. Usar roupas que cubram o corpo e ficar em casa durante as horas de sol mais forte são consideradas armas ‘eficazes’ contra o câncer de pele.
A única forma de prevenção é não se expor ao sol sem proteção e evitar a exposição em horários em que os raios ultravioletas são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas. É preciso usar chapéus, guarda-sóis, óculos escuros (com fator de proteção) inclusive as crianças e filtros solares durante atividades ao ar livre, principalmente as esportivas, quando há maior perspiração e desidratação corpórea.
 

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