Após 65 anos instalada no município, Porcelana Schmidt enfrenta grave crise
unidade pomerodense da Porcelana Schmidt, a maior fábrica de louças e porcelanas da América Latina e uma das maiores do mundo, interrompeu temporariamente suas atividades na manhã de segunda-feira (15/03), tendo os funcionários aderido à greve que teve início na unidade de Campo Largo (PR). Com os vencimentos…
unidade pomerodense da Porcelana Schmidt, a maior fábrica de louças e porcelanas da América Latina e uma das maiores do mundo, interrompeu temporariamente suas atividades na manhã de segunda-feira (15/03), tendo os funcionários aderido à greve que teve início na unidade de Campo Largo (PR). Com os vencimentos de fevereiro atrasados, a empresa está negociando com os funcionários das unidades de São Paulo e Pomerode, para que não seja vivenciada a mesma situação da unidade de Campo Largo, que não produz desde semana passada.
Segundo Alzir Beber, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cerâmica Pomerode, os funcionários da unidade de Pomerode irão manter a paralisação até que seja efetuado o depósito do FGTS, o que não tem sido feito há dois anos. "Outra reivindicação é referente aos adiantamentos de salários (vales) e o saldo de salário, que deveriam ser pagos até o quinto dia útil de cada mês, o que na maioria dos casos não ocorre. A pior situação vivenciada pelos trabalhadores foi nos meses de outubro e novembro do ano passado, e janeiro deste ano, quando os salários atrasaram além do que de costume, o que não podemos em hipótese alguma aceitar".
Alzir Beber disse ainda que dos 200 funcionários, 98% aderiram à greve. "Foi realizada uma reunião na quarta-feira da semana passada com a direção, quando um consultor, representante das três unidades, conversou separadamente com os encarregados, com os trabalhadores, e em um terceiro momento, com representantes do sindicato. Nas três reuniões, o consultor se comprometeu em efetuar o pagamento dos salários até o final da semana passada, o que não aconteceu. Por correspondência entregue na sexta à tarde, foi informado o pagamento até a terça-feira (16/03), o que também não foi realizado. Além de não cumprir com suas obrigações, a empresa não está expondo a real situação e mentindo para os seus funcionários, o que gerou uma grande revolta e fez com que diariamente manifestações fossem organizadas na frente da fábrica".
A redação do Jornal de Pomerode procurou a direção da empresa, mas até o fechamento desta edição foi informada que seus diretores não estavam autorizados a se pronunciar sobre o assunto.