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Ser avó é ser mãe duas vezes

Todo mundo diz que ser avó é ser mãe duas vezes. Um pouco disso é verdade. Apesar de serem sensações diferentes, ver seus rebentos trazendo novas vidas ao mundo podem tornar as avós mais “babonas” e “corujas”, do que quando deram à “luz” aos seus próprios filhos. Para sentir um…

29 de julho de 2011

Todo mundo diz que ser avó é ser mãe duas vezes. Um pouco disso é verdade. Apesar de serem sensações diferentes, ver seus rebentos trazendo novas vidas ao mundo podem tornar as avós mais “babonas” e “corujas”, do que quando deram à “luz” aos seus próprios filhos.
Para sentir um pouco desta sensação e mostrar a emoção de uma avó que acaba de conhecer o neto, momentos depois de seu nascimento, o Jornal de Pomerode foi até o Hospital Maternidade Rio do Testo, no Dia da Avó, na terça-feira 26/07, para conversar com uma vovó, ou Oma, como preferem chamar os descendentes de alemãs.
Já havia passado pouco mais de uma hora do nascimento de seu segundo neto, Ryan Caique Bart e a Oma, Leonida Just, 52 anos, moradora do bairro Pomerode Fundos, chegou ao hospital para conhecer o tão esperado netinho. Ela não acompanhou o parto, porque estava cuidando da primeira neta, Franciele. Porém, disse que sua ansiedade estava maior do que a da filha, Schriley Just Bart, 28 anos, na véspera da cesariana. “Nem dormi essa noite, de tão ansiosa que eu estava”, revela a avó, que se dizia em um estado de euforia incomparável.
Tanta emoção tinha um motivo claro. Depois de ter uma filha e uma neta, chegava a hora da família crescer com uma presença masculina. Isso foi um motivo a mais para justificar a alegria estampada no rosto da vovó. “Tive duas gravidez, nas quais esperava meninos e tive complicações, que me fizeram perder os nenéns. Por isso quando cheguei aqui já fui logo procurando, pois é tão pequenino que não dava nem para ver na cama com a mãe. Ele veio para realizar um sonho”, contou.
O pequeno Ryan irá morar com a família na casa da avó e com certeza receberá todos os cuidados que ela poderá dispensar. “Ele vai morar comigo e com certeza irei ajudar a minha filha a trocar as fraldas, dar banho e em tudo que for necessário. Não vejo a hora de ele ir pra casa e ocupar o quartinho que está o esperando”, falou a avó.

Limites
Como não é avó de primeira viagem, Leonida sabe que é muito bom fazer todas as vontades dos netos, porém não pode esquecer-se dos limites e mostrar que regras existem. “Sou uma avó coruja e faço tudo que a Franciele pede. Não será diferente com o Ryan. Porém, deixo bem claro que regras não podem ser quebradas”, disse Lenilda, lembrando que quando os limites são colocados pela mãe, ela nunca se intromete. “O que a mãe determina é feito, porque não posso tirar a autoridade dela”, finalizou.

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