Aos poucos, Projeto de Reurbanização do Centro de Pomerode se torna realidade
Com data marcada para abril deste ano, a reurbanização do Centro de Pomerode está em fase de complementação. O trajeto será desde a entrada do Portal Sul até próximo à empresa Ramthun e, as duas transversais, Paulo Zimmermann e Rua Frederico Weege. Para colher sugestões da comunidade, foi realizada Audiência…
Com data marcada para abril deste ano, a reurbanização do Centro de Pomerode está em fase de complementação. O trajeto será desde a entrada do Portal Sul até próximo à empresa Ramthun e, as duas transversais, Paulo Zimmermann e Rua Frederico Weege. Para colher sugestões da comunidade, foi realizada Audiência Pública, pela Prefeitura Municipal de Pomerode, através do prefeito, Paulo Maurício Pizzolatti e do secretário de Planejamento e Desenvolvimento da Cidade – Seplan, Dieter Klaus Weege.
Com a presença de mais de 75 pessoas da comunidade, a Audiência ocorreu na terça-feira, 09/03, na Câmara de Vereadores de Pomerode. Estiveram presentes os secretários da atual administração municipal e os vereadores Antenor Zimermonn, Ricardo Campestrini e Reimund Viebrantz; o presidente do Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto – Samae, Ércio Krieck; o presidente da Associação Empresarial de Pomerode – ACIP, Fredi Zmazek Goede, além de outras autoridades.
No momento, o arquiteto e Urbanista, Sérgio Guilherme Gollnick realizou apresentação dos principais pontos que podem sofrer modificação dentro das características históricas do município. Conforme o prefeito, Paulo Maurício Pizzolatti o objetivo é melhorar a imagem do centro e da ciclovia. “Precisamos fazer algo de interesse da comunidade e que não seja uma imposição por parte do governo”, explicou.
Gollnick disse que esta é uma tarefa difícil, mas o desejo é destacar a cidade de uma forma singular. “Queremos colher informações e adaptá-las ao projeto”. Ele explicou que os estudos a serem apresentados têm a pretensão de iniciar um debate, colhendo subsídios e informações a fim de produzir um projeto para ser implantado em curto espaço de tempo, com a premissa de espelhar os desejos comuns. Informou que os recursos para a viabilização são adquiridos através do Projeto de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades. O Programa está vinculado não só ao embelezamento, mas todos os meios e formas que façam a comunidade de se deslocar e a seus bens. O arquiteto explica que aliado a isso está a Mobilidade Urbana Sustentável, que diz respeito a não agredir o meio ambiente. Durante a sua explanação, comentou que atitudes simples, como a poda de árvores em locais estratégicos podem resolver. Melhorar a sinalização das ruas, readequação dos passeios e cuidados para que o paisagismo não vire obstáculo são alguns dos itens a serem relevados.
Foi mencionada também a readequação dos orelhões, a rede aérea que está com sistema de fios ultrapassados, o uso do espaço para cadeirantes, acréscimo de lixeiras, e a possibilidade da construção de calçadão e chafariz. “Todos estes aspectos devem ser somados à mobilidade, segurança e acessibilidade”, relatou o arquiteto.
No momento, houve diversos apontamentos, como em relação ao sistema pluvial, plantio de árvores, sistema de drenagens entre outras. Todas as sugestões foram anotadas e levadas para acrescentar ao Projeto. O próximo passo, segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento da Cidade (SEPLAN), Dieter Weege é elaborar o projeto para uma nova reunião com a comunidade e aprová-lo de forma definitiva.
Até o momento, já foi liberado R$ 950 mil, no aguardo apenas da aprovação final da Caixa Econômica Federal. A verba para o início das obras foi adquirida através do empenho do deputado Federal e líder da bancada progressista na Câmara dos Deputados, João Pizzolatti (PP), que interviu com o Ministério das Cidades, para a vinda do recurso. João Pizzolatti (PP) está em busca de recursos, junto ao Ministério da Integração para as próximas etapas da reurbanização.
Sobre a mobilidade urbana
A mobilidade urbana tem como função prover facilidades para o deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano. Estes deslocamentos podem utilizar várias formas ou modais, a pé ou com veículos. Compreende também as vias e toda a infraestrutura que possibilitam o ir e vir cotidiano. A mobilidade urbana não está apenas voltada ao transporte urbano, ela é um conjunto de serviços e meios de deslocamento de pessoas e bens que se relacionam com a cidade e seu entorno.
Pensar na mobilidade urbana significa definir estratégias, políticas públicas e ações que organizem os usos e a ocupação da cidade, os meios de transporte, a organização do trânsito e as melhores formas de garantir o acesso das pessoas e bens ao que a cidade oferece e produz (locais de emprego, escolas, hospitais, praças e áreas de lazer, etc.).
Mobilidade Urbana Sustentável agrega maior valor, pois significa pensar os deslocamentos com menor impacto ao meio ambiente. Significa que o carro passa a ser menos importante do que as pessoas. Modificar está lógica, privilegiando as pessoas e suas necessidades de deslocamento, significará garantir o acesso amplo e democrático à cidade e ao que ela oferece.
PRPGRAMA DE MOBILIDADE URBANA MINISTERIO DAS CIDADES
O Programa Mobilidade Urbana objetiva promover a articulação das políticas de transporte, trânsito e acessibilidade a fim de proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável, priorizando a implementação de sistemas de transportes coletivos, dos meios não motorizados (pedestres e ciclistas), da integração entre diversas modalidades de transportes, bem como implementação do conceito acessibilidade universal para garantir a mobilidade de idosos, pessoas com deficiências ou restrição de mobilidade. O programa, que tem gestão do Ministério das Cidades, é operado com recursos do Orçamento Geral da União – OGU.
A FINALIDADE
São diversas ações pretendidas para implantar uma política de Mobilidade Urbana no Município de Pomerode. As estratégias devem ser elencadas e fazer parte de um Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Envolve os meios de transporte, organizar o trânsito, garantir o acesso às pessoas, dotar de equipamentos urbanos e sinalização, de sistemas de informações e de um paisagismo que valorize o patrimônio e seu entorno.