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Segurança Pública foi tema de Palestra

Com tom de descontração e muita história de casos policiais relevantes em todo o estado, o delegado do DEIC, Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, Renato Hendges ministrou uma conversa, na Câmara Municipal de Vereadores, na quarta-feira, 21/07. A segurança pessoal foi o tema principal. Renato, enfatizou a…

30 de julho de 2010

Com tom de descontração e muita história de casos policiais relevantes em todo o estado, o delegado do DEIC, Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, Renato Hendges ministrou uma conversa, na Câmara Municipal de Vereadores, na quarta-feira, 21/07.
A segurança pessoal foi o tema principal. Renato, enfatizou a preocupação que os cidadãos ainda não têm, com relação à segurança. “Temos que mudar de comportamento, nos conscientizar que pode acontecer com a gente. Vivemos num mundo perigoso atualmente, e saber disso é fundamental”, alertou.
O delegado, que é presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina, e trabalha há mais de 30 anos com segurança pública, relatou aos presentes o último caso que atendeu. “Semana passada, o cidadão foi sair perto das 23h. Abriu o portão, colocou o carro na rua e quando voltou para fecha-lo, dois homens o sequestraram e levaram para um cativeiro. Bastaria ele ter observado em volta, que havia pessoas e carros suspeitos perto, jamais ele poderia sair”, relatando o fato que aconteceu em Florianópolis na semana passada.
Alertando ainda sobre os dependentes químicos, que sofrem com isso e por necessidade de dinheiro para comprar mais drogas, ele pode fazer qualquer coisa, inclusive matar. “É fácil se tornar uma vítima urbana hoje. Tem que prestar atenção, tem que ter cuidado”.
Segundo ele, a polícia não consegue dar conta de tudo. “Em 1984, tínhamos a mesma quantidade de policiais que temos hoje, ou seja, não é a polícia que vai dar conta disso tudo, tem que ser uma mudança de comportamento da sociedade”. Ele ainda lembrou que quando trabalhou em Blumenau, homicídios e outros crimes bárbaros eram raros, aconteciam uma ou duas vezes por ano. Ele ainda ressalta que em Pomerode não tinha homicídios na época. “Mas hoje em dia, motivado pelas drogas, esses números são diários, em todo o país, 75 a 80% dos crimes são realizados por causa da droga”.
Renato explicou que tem que estar preparado para os ataques de possíveis marginais. Não reagir, não expressar nervosismo e medo pode ajudar a evitar vítimas. “Como evitar uma abordagem? Se eu percebo um sujeito suspeito vindo até mim na rua, eu atravesso, e mantenho uma distância de 20m. Quando perceber algo, leve em consideração, se estiver sozinho, grite o nome de alguém desconhecido, finja estar chegando a algum lugar, assim, quem estiver em casa sairá e o auxiliará”.
No estacionamento, o delegado explica: “Não coloque chave da casa junto com a do carro, mantenha todas as portas travadas, tire a chave da ignição e não fique dentro do carro estacionado”. Evitar colar adesivos com nomes de familiares e/ou profissão também são recomendados.
Quando a abordagem for inevitável, o delegado também explicou o que fazer. “Tenha calma e peça calma. Anuncie tudo o que você for fazer, por exemplo, vou tirar a mão do volante, vou pegar a carteira. O bandido provavelmente vai estar muito mais nervoso que você, faça ele se sentir no controle, e é importante ele se sentir no controle da situação, lembre-se, o mais importante é você sair vivo do assalto”.
Mas ele avisa para nunca oferecer nada que de mais vantagens ao bandido. Nunca falar que em casa, por exemplo, tem mais, a ordem é falar que lá não tem nada, e ainda amedronta-lo, dizendo que tem cachorro, policiais etc. Caso ele insista, falar que alguém pode trazer mais. “Eu já vi casos em que o refém levou o bandido para casa, e lá ele acabou abusando da filha, ou ainda acabou assaltando a vizinhança inteira”.
Renato Hendges alertou para os cuidados simples como ao utilizar caixas eletrônicos que pedem para ligar a telefones celulares. Disse ainda para deixar sempre uma luz acesa, de preferência que ligue automaticamente, assim o bandido passará em frente e pensará que tem alguém em casa.
São estas, algumas formas de prevenções, que segundo ele, trazem 90% de segurança para a população. “São coisas simples, que não exigem muitos recursos, mas valorizam a sua vida. Procure sempre evitar um assalto, previna-se”, finalizou.
 

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