Geral

Mundo Solidário

por Carlos Erbs Jr.

1 de julho de 2011

 

 

A cada enchente e cada catástrofe natural vemos a solidariedade dos seres humanos. Mesmo em um mundo que cada vez nos torna mais virtuais e extremamente individualistas, são nessas horas de aperto e desespero que vemos que no fundo do coração de cada cidadão existe vivo o amor ao próximo.
Porém, porque precisamos passar por situações adversas para recebermos a compaixão das outras pessoas? Será que é tão difícil praticar o bem sem uma motivação mais forte?
Talvez se pensássemos de maneira solidária constantemente, não agrediríamos tanto o meio ambiente, a ponto do mesmo responder com os desastres naturais, cada agravo que praticamos contra a natureza.
Se pensássemos em consumir menos, talvez não iríamos produzir tanto lixo, que quando não dispensado da maneira correta, acaba parando dentro dos rios, que ficam assoreados e quando recebem um volume maior do que o esperado de água, sucumbem causando as enchentes.
“Efeito Borborleta”? Sim, assim como o filme e como a Lei da Física, onde toda ação tem uma reação. Onde as reações são mais intensas quando os atos estão interligados.
Não adianta acreditarmos que solidariedade é somente ir ao mercado e comprar quilos de alimentos ou litros de leite e enviarmos aos que necessitam emergencialmente porque foram vítimas de um desastre natural. Temos muito mais a fazer em nosso dia-a-dia para deitarmos tranquilo nossas cabeças nos travesseiros e descansarmos o sono dos justos.
Um sorriso, um carinho e um elogio, a quem está do nosso lado ou até mesmo a um estranho, pode ter um efeito tão grande quanto um quilo de arroz no prato de um necessitado.
Todos têm carências e somente com a compaixão e o amor do próximo serão supridas de maneira a construir uma sociedade mais justa e humanitária.
Temos que ajudar aos nossos conterrâneos do Vale? Sim, eles precisam agora. Mas também temos que nos cobrar todos os dias para fazer um mundo melhor. Porque, daí sim, estaremos ajudando de forma universal, e não somente 10 mil, 100 mil ou 1 milhão de pessoas.

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