Ruas danificadas, moradores insatisfeitos
Ruas esburacadas, com defeitos na sua estrutura, bocas de lobos entupidas, consequências das enchentes, entre outros. Várias ruas de Pomerode estão assim, e moradores clamam, principalmente após as últimas chuvas, soluções urgentes. Pedidos de moradores de distintas ruas da cidade chegaram até o Jornal de Pomerode, que foi em algumas…
Ruas esburacadas, com defeitos na sua estrutura, bocas de lobos entupidas, consequências das enchentes, entre outros. Várias ruas de Pomerode estão assim, e moradores clamam, principalmente após as últimas chuvas, soluções urgentes.
Pedidos de moradores de distintas ruas da cidade chegaram até o Jornal de Pomerode, que foi em algumas verificar a situação.
A primeira via visitada foi a Rua Valdo Klemann. Os moradores relatam que a tubulação da Rua vizinha não garante a vazão das águas, que acabam escorrendo para a residência de número 337. “Já falamos com as autoridades municipais e até agora nada foi feito. Queremos que alguém apresente alguma solução”. Os moradores ainda relatam que toda vez que chove, em no máximo 15 minutos, a água já está dentro de algumas casas. O vereador Maurício Wisnieswski complementou dizendo que na mesma via, a recuperação se faz necessária. “A Rua precisa de recuperação e, principalmente, de ajustes de nivelamento no seu início, pois a qualquer chuva mais forte, sofre danos. Isso acontece principalmente pelo desnível entre a via e a SC-418”.
Já a Rua Ribeirão Areia, em vários trechos apresenta problemas. Os moradores que residem próximo ao Cemitério Municipal, reivindicam esgoto e a pavimentação. “Temos uma Rua de mais de 80 anos e sempre temos problemas. Sofremos com as chuvas, pois a estrada inunda e enche de barro. Nos dias de sol sofremos com o forte cheiro de esgoto”. Os mesmos alegam que principalmente em época de feriado de finados, a localidade recebe muitos visitantes, o que denigre a imagem da cidade. “Recebemos muitos visitantes de outras cidades e nos envergonhamos desta situação”.
Próximo à lombada eletrônica, na mesma Rua, os moradores exclamam que em 2010 pediram que os buracos fossem tapados. “Reclamamos muito e eles arrumaram, agora, depois de um pequeno período do asfalto em perfeitas condições, foram realizadas obras na tubulação, no final de novembro e início de dezembro de 2010, e por esse motivo, o asfalto foi arrancado. Desde lá, nada foi feito, a rua está cheia de buracos novamente, uns pedaços com asfalto, outros não”, relata Leticcia Pedrini Krahn. Ela lembra que a obra foi finalizada no Natal, e até agora, nada foi realizado para que o asfalto volte ao normal.
Os moradores da Rua Gustavo Lemke, Testo Alto, desejam que a mesma seja recuperada, pois no local, não há bocas de lobo. “Tendo em vista as grandes chuvas dos últimos tempos, precisamos de reformas, afinal, a Rua já possui uma cratera de um metro de largura por um de profundidade, que lembram tubos”, relatam.
Segundo os mesmos, há vários pedidos para que ela seja reformada, mas ainda não tiveram soluções. “A vala que se abriu em frente à minha casa foi devido ao entupimento da tubulação da Rua, no ano passado. Com isso, a água saiu dos tubos, levando o barro para cima dos mesmos, abrindo uma cratera e fechando a boca de lobo com lama. No dia 28/01, a chuva foi muito intensa, e acabou levando muito barro para dentro de residências e entupindo outra vez a boca de lobo”. Para os moradores, é necessário que seja implantado quatro ou cinco bocas de lobo na via, assim, o excesso de água que desce pela via não prejudicaria a mesma.
Moradores da Rua Agrolândia também reivindicaram a desobstrução de tubulação. A mesma, de acordo com a Secretaria de Obras, seria feita o mais breve possível. “A boca de lobo próxima à casa de número 135 será modificada para uma maior captação das águas pluviais”, informou a Assessoria de Comunicação da Prefeitura.
Na Rua Ascurra, 190, próximo à Rua 1º de Maio e ao Gumz, a moradora pede calçamento. Segundo ela, o mesmo já foi solicitado há muito tempo, mas até o momento nada foi realizado. “Tem valos no meio da Rua, que dá inclusive para entrar um carro”, afirma Ingrid. Problema semelhante acontece na Rua Concórdia, Testo Rega, onde, por falta de tubulação, a Rua fica intransitável quando chove.
O problema da Rua Rega II são os vários buracos. Em todo o trecho, eles dificultam a passagem, principalmente de bicicletas e motos. Quando chove, a água enche os buracos e esconde as armadilhas da estrada. Em alguns, há condições de desviar, mas determinados pontos, a situação fica mais complicada.
A Rua Sete de Setembro foi reformada há pouco tempo, contudo, a última residência está sofrendo quando chove, pois a água escorre e entra em no local, junto com o acúmulo de sujeira depositado na Rua.
Durante as duas últimas Sessões da Câmara Municipal de Vereadores, os vereadores municipais solicitaram melhorias em outras localidades da cidade, como no Ribeirão Souto, onde em sua margem direita, no trecho da ponte até o final da rua, quase todos os bueiros estão entupidos desde a enxurrada de janeiro de 2010, em razão do que as águas das chuvas escorrem pela lateral por longos trajetos, causando erosão com a formação de valetas profundas e que acabam se projetando sobre todo o leito, danificando-o totalmente. De acordo com o vereador Nelson Fischer, que solicitou a indicação, para normalizar o problema é preciso desobstruir estes bueiros e em seguida restaurar o leito, com patrolamento e reposição do macadame.
Ele ainda relata que na margem esquerda da mesma rua, após uma granja produtora de ovos, existe um bueiro entupido há mais de um ano, e as últimas enxurradas acabaram atravessando o leito do rio e causaram erosão. Para esse problema, é necessário restaurar duas pontes de madeira.
“A residência de n° 2.337 da Rua Ribeirão Souto novamente foi invadida pelas águas pela segunda vez neste mês de janeiro. A única solução para o problema é o desassoreamento e retificação do Ribeirão para aumentar a vazão. É um trabalho de solução simples, visto que é um trecho plano e de fácil acesso, sendo que a maior parte do trecho é área de pastagem, o que facilita os trabalhos”, complementa o vereador.
No leito do Ribeirão Herdt, o problema é o assoreamento, pois nas proximidades da residência de número 1149, a vazão da água está comprometida. “Por ocasião de chuvas mais intensas junto à ponte ocorre o represamento da água, apesar da tubulação auxiliar de 1,5 metros. A única solução é fazer o desassoreamento a partir da desembocadura junto ao Rio do Testo até nas proximidades da Rua dos Parapentes”.
Com o desassoreamento, será possível também resolver o problema de trânsito na mesma Rua, próximo da escola Rodrigues Alves, evitando que a água das chuvas chegue ao local.
Fischer relata ainda que há também duas bocas de lobos entupidas, em frente à Pousada Max, que não dão vazão a água das chuvas, sendo este, um dos pontos de alagamento recentemente.
O vereador finaliza seus pedidos informando a cerca da Rua Jerusalém. “Após o pesque pague, no trecho em aclive, os bueiros estão totalmente obstruídos, sendo que as águas das chuvas escorrem na margem do leito por um longo trecho, causando erosão. Neste trecho a valeta tem mais de um metro de profundidade e a cada chuva mais intensa a erosão aumenta. É necessário fazer a desobstrução dos dois bueiros para possibilitar o escoamento adequado das águas e recuperar a valeta, assim aumentar a segurança no trânsito, porque neste trecho a rua é muito estreita e é em curva”. A Rua ainda necessita de macadame, pois em alguns trechos, principalmente no início da via, há muitos buracos, que dificultam o trânsito.
Neusa Stoll, vereadora, também apresentou algumas Ruas que estão com problemas. “O leito da Rua Nossa Senhora Aparecida está danificado, sendo necessária a reparação. Além disso, na Rua Santa Catarina, transversal da Rua Hermann Weege, não existe rede de esgoto, e necessita da implantação urgentemente”.
A vereadora ainda comenta que na Rua Luiz Abry, algumas bocas de lobo estão obstruídas, que na Rua Raulina Bauer não existe viradouro, nas ruas Carlos Belz, Ana Achterberg, Vale do Selke e Parapentes, o leito das mesmas está danificado, sendo importante implantar tubulação e macadame. A equipe do Jornal de Pomerode foi até algumas dessas localidades e verificou que a Secretaria de Obras do Município já está realizando esse trabalho.
A manutenção da Rua Ilhota foi indicação do vereador Antenor Zimermon. “O problema já vem de muito tempo, sendo que somente o patrolamento e o macadame não resolvem o problema, pois as bocas de lobo estão fechadas, e, portanto, a água das chuvas acaba ficando na estrada, gerando buracos na mesma”.
O vereador Antenor completou que na Rua Emil Hornburg, Testo Alto, a desobstrução de bocas de lobo precisa ser feita urgentemente. “Com a macadamização da via, as bocas de lobo ficaram obstruídas, e assim, a água das chuvas passe agora pela estrada, causando buracos pela Rua, e o macadame, recém-colocado, acabe dentro dos terrenos dos moradores”.
Maurício Wisnieswski relata que na Rua Alberto Siewerdt, transversal da Rua dos Atiradores, o bueiro foi atingido pelas chuvas e cedeu, prejudicando o leito da via. Na Waldo Struck, a limpeza e recuperação do leito são necessárias, além da implantação de gabião. Há ainda, de acordo com o vereador, a Rua Vale do Selkem no trecho que se localiza a partir do entroncamento em direção ao bairro Itoupavazinha, de Blumenau. Neste trecho, é preciso ser feito o alargamento de pista, para evitar acidentes. O vereador Wisnieswki também relata sobre a cabeceira da ponte que dá acesso ao Morro Príncipe, Pomerode Fundos, que necessita ser recuperada devido à erosão causada pelas chuvas das últimas semanas.
Na Rua Augusto Behling e sua transversal Carl Behling, segundo Ivan Falk, os leitos estão danificados e necessitam de recuperação, que pode ser feito através de patrolamento e reposição de macadame. “Nas proximidades há um Posto de Saúde e uma escola, sendo essa obra de verdadeira importância para os moradores”. O vereador ainda completa que na Rua Júlio Dallmann, o leito está totalmente danificado, sendo necessárias também as mesmas sugestões da Rua anterior. A Rua precisa de roçada na vegetação das laterais e a pavimentação.
Administração Municipal pede paciência à população
A redação do Jornal de Pomerode foi ouvir o outro lado desta história. Em conversa com o prefeito municipal, Paulo Maurício Pizzolatti, o Secretário de Planejamento Dieter Weege, e o Secretário de Obras e Serviços Públicos, Rolf Porath, as soluções para os problemas destas e de outras Ruas do município foram apresentadas.
De acordo com o prefeito, as obras de macrodrenagem, que precisavam ser agilizadas, já estão sendo executadas. O projeto total aprovado pelo Ministério da Integração Nacional foi de R$ 5 milhões, divididas em três etapas. Apenas a primeira, no valor de R$ 1,8 milhões, esta sendo finalizada. Após a vistoria de fiscais do próprio Ministério, conforme rege o descritivo do projeto, a próxima parcela de R$ 1,6 milhões, será liberada na sequência.
Pizzolatti conta que foram os técnicos do Ministério que escolheram os projetos aprovados, e Pomerode, por ter decretado calamidade pública, ainda nas enchentes de 2008, pode ser contemplada com esses recursos. “O empenho é também do deputado João Pizzolatti, que correu atrás destas verbas para o nosso município. Foram encaminhados vários projetos, mas em decorrência do orçamento, só alguns puderam ser escolhidos pelos técnicos”, relata.
Pizzolatti relata que as obras são investimentos consistentes. “Sabemos que elas trazem transtornos para a população. Ninguém gosta quando buracos são feitos em uma Rua que já foi pavimentada, mas eles muitas vezes são necessários para garantir a vazão adequada da água. Estamos tentando minimizar o desconforto da comunidade, contudo não é possível contornar todas as situações, todos os imprevistos. Nesta fase inicial, problemas são normais, e ressaltamos que o resultado compensará”. Mesmo sem os recursos liberados, a Prefeitura investiu mais de um milhão de reais do próprio orçamento, para resolver as questões mais urgentes, que surgiram com as últimas enxurradas. Agora, a mesma encaminha novos projetos para que seja possível captar mais recursos para a realização de outras obras.
O secretário da Seosp, Rolf Porath, relata ainda que, das várias reclamações que surgiram nos últimos dias, muitas são decorrentes do grande volume de chuvas que atingiu Pomerode em janeiro. “Todos os problemas relacionados serão analisados e terão uma resposta. Quanto ao atendimento ou possível solução, em alguns casos, com a participação da comunidade, em outros somente com a Secretaria de Obras, solucionaremos todos”.
O prefeito ressalta que sempre choveu muito na cidade, mas quantidade que caiu nos últimos anos foi muito expressiva, diminuindo a capacidade de absorção do solo. “Nossos rios ainda estão assoreados. Quando tivermos o estudo do georreferenciamento analisaremos todas as bacias e serão tomadas medidas compensatórias, e não apenas preventivas. Cada córrego terá tratamento diferencial. Se só desassorearmos o rio, em um ano o problema voltará. Temos que tratar cada área como única, alargando quando necessário e efetuado também outras medidas”, lembra Pizzolatti.
O prefeito relata também que agora não adianta contabilizar o prejuízo, tem que agir depressa, investindo recursos, pois todas as melhorias envolvem valores altos. “Colocamos mais de 10 mil tubos nos últimos dois anos, trata-se de uma obra enterrada, que não é vista pela comunidade, mas que está lá e foi feita para garantir a segurança e bem-estar da população. São obras assim, que aos poucos vamos construindo e deixando a cidade em ordem, mas a população precisa entender que precisamos ter paciência para resolver todos os pedidos. A nossa preocupação não é realizar obras que apareçam, mas garantir a melhoria da qualidade de vida da população pomerodense”.
Sobre todas as pavimentações, Pizzolatti e Dieter comentam que elas serão aos poucos realizadas, assim que os financiamentos e convênios forem aprovados. “No momento, estamos trabalhando na melhoria e ampliação da drenagem pluvial na Rua Hermann Weege (Próximo ao Hospital), Rua Nossa Senhora Aparecida, Rua Luiz Abry (Próximo ao Sup. Gumz), Morro da Turquia e Rua Frederico Weege, que foram atingidas pelas chuvas”, finalizam.