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Cuidar do esgoto também é necessário

Esgoto, efluente ou águas servidas são todos os resíduos líquidos provenientes de indústrias e domicílios e que necessitam de tratamento adequado para que sejam removidas as impurezas e assim possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ambientais e à saúde humana.

1 de junho de 2015

Esgoto, efluente ou águas servidas são todos os resíduos líquidos provenientes de indústrias e domicílios e que necessitam de tratamento adequado para que sejam removidas as impurezas e assim possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ambientais e à saúde humana.

Geralmente a própria natureza possui a capacidade de decompor a matéria orgânica presente nos rios, lagos e no mar. No entanto, no caso dos efluentes essa matéria é em grande quantidade exigindo um tratamento mais eficaz em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que, basicamente, reproduz a ação da natureza de maneira mais rápida.

Em Pomerode. Apenas 11km são contemplados com rede de tratamento de esgoto. Os estabelecimentos contemplados ficam entre o Portal Sul e o Supermercado Gumz.

Agora você se pergunta: e o resto da cidade? Bom, o presidente do Samae de Pomerode, Márcio Scheidemantel, e o Engenheiro Sanitarista e Ambiental, responsável técnico pela ETE, Fernando Fenelon, frisaram que apesar de apenas a área central da cidade ser beneficiada com a rede coletora para o tratamento do esgoto, as residências das demais localidades possuem o sistema fossa e filtro pluvial. Pode não ser a forma mais ideal, mas ainda é muito eficaz. Pomerode é um dos municípios que mais se preocupa com a questão do esgoto e o projeto que temos para arrecadar fundos é uma prova disso, explicam.

O projeto em questão prevê recursos via Funasa. Este ano, Pomerode não foi contemplada, mas o projeto será reanalisado para ser novamente encaminhado no ano que vem. A equipe de engenharia do Samae vai reapresentar o projeto com as mudanças necessárias para que o recurso, mais de R$20 milhões, seja aprovado no ano que vem e, em 2016, utilizado. O projeto contempla a Bacia A, que abrange a Rua Hermann Weege, e melhorias na estação, comentam.

O investimento é alto e, nos bairros, outras soluções são apuradas e, também, desejadas. Nos bairros, a ideia seria a construção de estações de tratamento compactas, visto que o investimento para a instalação da rede coletora seria muito alto. Nas localidades ainda mais distantes, o sonho seria coletar nas próprias residências para tratar na ETE, ressalta Marcio.

O que acontece atualmente pode não ser a forma ideal de tratamento, mas ainda é uma das mais utilizadas, aprovadas e avançadas, se comparada a outras cidades do estado. É um dos mais simples, porém eficiente, sistema de tratamento de esgoto doméstico previsto nas Normas NBR 7229 e 13969, indicado para residências ou instalações localizadas em áreas não providas de rede de coleta. O sistema apresenta baixo investimento, requer pouco espaço para instalação e baixo custo de manutenção. Todas as residências devem possuir o sistema, uma vez que isso é exigência municipal, enaltecem.

É importante frisar que a limpeza da fossa e filtro é primordial e deve ocorrer anualmente. Além disso, as águas provenientes de chuvas devem estar ligadas à rede pluvial, e não ao esgoto, por conta da eficiência no tratamento.

 

O funcionamento da fossa e filtro – Todos os despejos (esgoto doméstico) são encaminhados à fossa séptica, sendo que os de cozinha devem passar antes por uma caixa de gordura, a fim de evitar a impermeabilização das paredes do sumidouro, dificultando a infiltração. No interior da fossa séptica os despejos deslocam-se horizontalmente com pequena velocidade, nela permanecendo por 12 a 24 horas. A pequena velocidade de escoamento permite que os sólidos mais pesados dirijam-se ao fundo para formar o lodo, e que os menos pesados subam para flutuar na massa líquida, constituindo a escuma. O lodo acumulado no fundo da fossa sofre ação das bactérias anaeróbias (que atuam na ausência de oxigênio), transformando-se em substâncias sólidas parcialmente mineralizadas, que se liquefazem e formam gases. A escuma que fica suspensa na fossa constitui-se de material graxo e sólidos em mistura com gases. A fossa deve ter um dispositivo que impeça o escoamento dessa escuma para o sumidouro. O líquido, já parcialmente clarificado, escoa pela saída da fossa, dirigindo-se ao sumidouro.

O sumidouro recebe o esgoto líquido no seu interior e através de suas paredes permite a infiltração no terreno, onde a maior parte das bactérias e vírus causadores das diversas doenças nos humanos é eliminada.

O filtro consiste em um reator biológico onde o esgoto é depurado por meio de micro-organismos não aeróbios (que atuam na ausência de oxigênio), dispersos tanto no espaço vazio do filtro quanto nas superfícies do meio filtrante, suficiente para remover até 90% dos poluentes.

 

O  tratamento de esgoto na estação –O esgoto chega à estação e então são utilizadas grades, peneiras ou caixas de areia para reter os resíduos maiores e impedir que haja danos as próximas unidades de tratamento, ou até mesmo, para facilitar o transporte do efluente.

No tratamento primário são decantados os sólidos em suspensão que vão se acumulando no fundo do decantador formando o lodo primário que depois é retirado para dar continuidade ao processo.

Em seguida, no tratamento secundário, os micro-organismos irão se alimentar da matéria orgânica convertendo-a em gás carbônico e água. E no terceiro e último processo, também chamado de fase de pós-tratamento, são removidos os poluentes específicos como os micronutrientes (nitrogênio, fósforo…) e patogênicos (bactérias, fungos).

 

Itens importante sobre esgoto – Chama-se de esgoto doméstico todos os despejos de cozinha, lavanderias, banheiros (lavatórios, bacias sanitárias, mictórios, banheiras e chuveiros) e ralos de pisos internos de um domicílio. O esgoto doméstico possui o aspecto e as características de água suja, de cor cinzenta. Na maior parte (99,9% aproximadamente) é composto de água contaminada. As impureza (sólidos) constituem o restante (0,1% aproximadamente); A água de chuva e o esgoto devem ser separados. A água de chuva deve seguir para a galeria de águas pluviais, e o esgoto para a rede coletora de esgoto ou para sistema de tratamento individual; Águas servidas do tanque, máquina de lavar ou pia não podem ir para a galeria de águas pluviais. Toda água que sofra alteração pelo uso humano, industrial e comercial é considerada esgoto e deve ser destinada para a rede coletora de esgotos; Se o imóvel não possuir nível para ligar o esgoto na rede coletora que passa na frente, deve-se verificar junto ao Samae se existe rede coletora de esgotos instalada nas proximidades na qual seja possível fazer a ligação passando através de imóveis vizinhos; Quando existe rede coletora de esgotos, é obrigatória a ligação e a desativação do sistema de tratamento independente (fossa, filtro e sumidouro); Não existindo rede coletora de esgotos na região, não se deve lançar esgoto em galeria de águas pluviais ou córregos sem tratamento prévio. O tratamento consiste em fossa séptica e filtro anaeróbio ou sumidouro (poço morto). É imprescindível realizar a limpeza periódica do sistem; Faz-se necessário o uso de caixa de gordura na saída da pia da cozinha, pois os resíduos de gordura resultantes da lavagem de louça podem entupir a rede coletora de esgotos e para evitar isso, deverá ser implantada a caixa de gordura e ser realizada sua limpeza periódica.

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