Geral

Uma profissão de respeito

Há muito tempo, desde a antiguidade, a humanidade utiliza os metais para criar ferramentas com materiais diversos.

27 de abril de 2016

Os metalúrgicos brasileiros são uma classe trabalhadora famosa por sua capacidade de se reunir para lutar por seus direitos. Foi a partir de movimentos organizados por este setor, que importantes mudanças se processaram na sociedade, principalmente quando o assunto é direitos trabalhistas.

E é no dia 21 de abril que se comemora o Dia do Metalúrgico. Em Pomerode, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos (Simetal), Antenor Zimermon, a categoria é a segunda maior do município. “Somos a segunda maior categoria de trabalhadores da cidade. Possuímos uma história em defesa da categoria e da classe trabalhadora como um todo. Em 24 de junho de 1990, os trabalhadores metalúrgicos fundaram seu instrumento de lutas, seu sindicato, o Simetal Pomerode. De lá para cá, muito se conquistou. Melhoria nas condições de trabalho, garantia dos empregos, valorização salarial, entre tantas conquistas”, ressalta.

E quem trabalha no segmento garante que há diversas opções no ramo. “Para quem pensa em seguir a profissão, afirmo que há diversas possibilidades de futuro promissor. As áreas de atuação são as mais diversas, desde elaboração de projetos, manutenção e até vendas. Para quem se dedicar, as chances de sucesso são grandes”, afirma Antenor Trophino Correia Filho que, atualmente, atua como operador preparador de máquina CNC em uma empresa do ramo metal mecânico de Pomerode.
Correia começou a trabalhar no setor no ano de 1989. “Eu trabalhava com marcenaria. No entanto, na década de 90 o ramo mecânico estava em alta e fiz curso de torneiro mecânico. Trabalhei durante seis anos como inspetor de qualidade. Depois disso foi transferido para onde estou hoje, no preparo e operação no torno de máquinas de CNC”, revela.

A função exige, ainda, responsabilidade e atenção. “Trabalhamos com equipamentos caros, de alto custo. Com isso, a responsabilidade na sua montagem é muito grande, além de que as bombas atendem clientes de diversos ramos, como petrolífero, de alimentação e, também tratamento de efluentes. Qualquer erro pode causar um grande problema ou prejuízo”, relata.

Ao mesmo tempo, o trabalho é realizado em equipe, com o auxílio da tecnologia. “Quando iniciei na função, o processo era mais manual. A equipe trabalhava no rastreamento de peças e a mecânica era pesada. Atualmente, o processo já é todo automatizado e a eficiência muito maior”, conta.

Correia finaliza alertando que todo o trabalho é efetuado dentro das normas de segurança para evitar acidentes e diminuir os riscos aos funcionários.

Para o presidente do Sindicato, o trabalho da instituição é garantir direitos e novas conquistas. “Além da luta pela garantia e conquistas de novos direitos trabalhistas, como por exemplo, o combate a Terceirização e a Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas, sem redução de salários; outros temas sociais fazem parte do compromisso da categoria metalúrgica. Entre eles, os direitos da mulher, a questão da alfabetização, aposentadoria, reformas estruturais do Estado Brasileiro, dentre outros”, revela Zimermon.

De acordo com dados do Dieese, o Brasil possui mais de 2 milhões de trabalhadores metalúrgicos. Desse total, 82% são homens e 18% são mulheres. “Por todas as conquistas e empenho, nossa carinhosa homenagem a estes trabalhadores e trabalhadoras de aço, que a ferro e fogo derramam gotas de suor pelo Brasil e por Pomerode; por um futuro melhor para todos nós”, conclui o presidente do sindicato.

Notícias relacionadas