Da Dinamarca para Pomerode
Viajar é preciso. Quem disse isso com certeza sabia do que estava falando. Isso porque viajar permite experiências diferentes, novos conhecimentos, novas visões de mundo. Viajar é tudo de bom. Tão bom que move pessoas do mundo inteiro a experimentar deste sentimento e fazer um intercâmbio
Viajar é preciso. Quem disse isso com certeza sabia do que estava falando. Isso porque viajar permite experiências diferentes, novos conhecimentos, novas visões de mundo. Viajar é tudo de bom. Tão bom que move pessoas do mundo inteiro a experimentar deste sentimento e fazer um intercâmbio.
E justamente com este objetivo que Lauge Hansen, de 17 anos decidiu vir para o Brasil. Queria ter novas vivências, explorar, conhecer e voltar para a Dinamarca, seu país de origem, com uma grande carga de aprendizado. Ao ser questionado sobre porque escolheu as terras brasileiras para pousar, ele explica que foi o seu gosto pela natureza que o fez decidir pelo país. Eu sempre ouvia falar no Brasil e na floresta amazônica, então, como sempre fui muito chegado à natureza, escolhi o Brasil como um dos países que eu gostaria de visitar. Gosto de estar em contato com as coisas naturais e o Brasil me proporciona isso. Era para onde eu queria vir, conta.
O dinamarquês está há mais de 10 dias em Pomerode e vem se adaptando com esta nova realidade. Segundo ele, Pomerode tem muito a ver com a Alemanha. Esta cidade é muito parecida com o Sul do país alemão. Estou gostando muito daqui, não me falta nada, eu poderia ficar aqui durante todo o meu intercâmbio tranquilamente, mas também quero conhecer outras cidades.
Quanto as diferenças, Lauge diz que se preparou ainda na Dinamarca para as mudanças que iria enfrentar. Lá, eu já fui lendo e conhecendo sobre o país, sabendo o que iria encontrar pela frente. Há algumas diferenças, como por exemplo, lá na Dinamarca, nós almoçamos na escola, enquanto aqui, temos que sair para almoçar fora. Mas mesmo assim, é bem parecido, conta. Mas o calor… Aqui é bem quente, o clima que está atualmente é o nosso verão lá na Dinamarca. Quero ver quando chegar o verão aqui (risos).
Lauge está estudando no 2º ano do Ensino Médio do Colégio Sinodal Doutor Blumenau, está hospedado na casa de uma família pomerodense e, para ele, há algumas dificuldades a serem superadas. Eu não entendo português, mas os meus colegas falam inglês comigo, o que facilita a comunicação. Mas eu tento prestar muita atenção no idioma falado aqui, para tentar entender, relata.
O dinamarquês vai ficar por aqui 11 meses e neste tempo, pretende aprender muitas coisas e poder levar esses novos conhecimentos para o seu país. Quando conhecemos novas culturas, abrimos nossos olhos para o mundo e fica mais fácil de conhecer mais e mais, comenta. Ele ainda diz que, no período em que estiver no Brasil, deseja conhecer bem a cultura brasileira, aprender o idioma, fazer amigos e conhecer pessoas de outros países também.
Lauge tem vontade de conhecer o carnaval e a Floresta Amazônica, mas nesta visita ao Brasil não será possível. Quero fazer contato e poder conhecer isso pessoalmente em outra oportunidade. É um dos meus planos, conclui.
Seleção de famílias – O AFS Intercultura Brasil está selecionando famílias residentes em Pomerode, Timbó, Blumenau e região interessadas em hospedar voluntariamente alunos estrangeiros, com idade entre 15 e 18 anos, participantes de programas de intercâmbio internacional da Organização. São estudantes de mais de 30 nacionalidades como tailandeses, italianos e alemães. Os interessados podem entrar em contato com o Comitê do AFS de Blumenau pelo e-mail comite.blumenau@afs.org.
Receber um estudante estrangeiro é vivenciar a experiência do aprendizado intercultural sem sair de casa. Afinal, uma única pessoa, vinda de outro país, está repleta de diferenças culturais que estimulam a aprendizagem de novos hábitos e valores, se inserida em uma família disposta a lidar com a diversidade. Por meio de experiências compartilhadas no dia a dia, você aprenderá não só sobre música, literatura e idioma do país de seu visitante, mas também a maneira de solucionar problemas, a importância do tempo, a natureza das amizades, entre outras questões mais profundas de sua cultura.
Todos os estudantes são selecionados e orientados pelo AFS do país de origem e isso traz uma segurança para a família que irá hospedá-lo. O AFS acompanha e da todo o suporte à família hospedeira, pois assim como o participante, a família também tem sua fase de adaptação. Todos os nossos intercambistas têm o compromisso de frequentar a escola e o AFS é o responsável por despesas com seguro médico, escola e transporte escolar.
Podem se candidatar a receber um estrangeiro, famílias com diferentes formações, origens, níveis socioeconômicos, raças e religiões, desde que acreditem e apoiem nossa proposta de educação intercultural.
É a família hospedeira que ajuda o participante a se integrar na comunidade local além de ser peça fundamental na adaptação e superação dos desafios que o mesmo irá enfrentar.
SOBRE O AFS – Presente no Brasil desde 1956, o AFS Intercultura Brasil é uma instituição educacional, não-governamental, sem fins lucrativos, que conta com mais de 1.000 voluntários ativos em todo o país.
Os programas oferecidos pelo AFS dão a oportunidade de seus participantes desenvolverem sensibilidade a outras culturas e a habilidade de se sentir confortável em ambientes não familiares. Eles aprendem a respeitar culturas diferentes e a criar soluções inovadoras e criativas para as dificuldades que estas diferenças apresentam. Aprendem também a questionar o que lhes é ou não familiar e entender como ser um agente de mudanças sem perder seu senso de integridade.