Geral

Atrás do caixa

Quem vai ao mercado, muitas vezes, nem imagina como seria trabalhar no local. A pressa, em muitos casos, nos faz entrar no estabelecimento e sair de lá com a mesma velocidade. No entanto, entre corredores, caixas e produtos, hás dezenas de pessoas que trabalham para que possamos efetuar nossas compras da melhor maneira possível.

1 de junho de 2015

Quem vai ao mercado, muitas vezes, nem imagina como seria trabalhar no local. A pressa, em muitos casos, nos faz entrar no estabelecimento e sair de lá com a mesma velocidade. No entanto, entre corredores, caixas e produtos, hás dezenas de pessoas que trabalham para que possamos efetuar nossas compras da melhor maneira possível.

E foi assim que decide sair da rotina: atendendo a população pomerodense atrás de um caixa de supermercado.

A tarde de quinta-feira, dia 03 de julho, foi escolhida para viver a experiência. Foi substituindo a Cristiane, no caixa preferencial, que passei algumas horas autenticando códigos de barra, dando troco, calculando desconto para aposentados, tudo sob supervisão de quem exerce essa função todo dia: a própria Cristiane.

Ao contrário do que eu mesmo imaginava, a rotina vai além de que se vê. Teclas, ordens, orientações, sorriso constante, nada de braços cruzados, educação em primeiro lugar e muitas outras coisas, as quais nem reparamos, são fundamentais.

Ao passar o código de barra dos produtos, toda atenção é pouca. Qualquer erro ou falha atrasa o serviço e no fim do dia, pode gerar uma dor de cabeça com o tal do furo de caixa. Sim, a responsabilidade é toda sua!

Cristiane contou que trabalha no local há um ano e que chegou sem a menor experiência. Para ela, o segredo está na prática. Aprendi mesmo quando observei os outros trabalhando. São detalhes que tem que ser observados, conta.

O começo foi difícil, com certeza. Não que depois tenha ficado mais fácil, mas parei – um pouco – de confundir a ordem necessária de teclas para completar a compra. Confesso que quando o fluxo é menos intenso fica bem mais fácil observar os tais dos detalhes, mas quando a fila começa a se formar é preciso que a prática exerça seu efeito e a agilidade e a atenção devem se manter juntas. O tempo todo!

Depois de ser questionado diversas vezes sobre o que estava fazendo no local, resolvi mudar mais uma vez e fui empacotar as compras. E mais regras: não amassa o pão dos clientes, não mistura comida com produtos de limpeza e assim por diante.

Então, foi a vez de Cristiane assumir seu caixa e a minha de auxiliá-la. Essa função, em muitos casos, também é exercida pelo próprio caixa. E, para isso, a agilidade precisa ser dobrada.

As compras menores são tiradas de letra, antes do pagamento as sacolas já estavam prontas para serem levadas para casa. No entanto, quando as compras eram maiores os produtos começavam a acumular no balcão, mas só um pouquinho, tá.

Produtos entregues, clientes satisfeitos, trabalho cumprido. Confesso não ter imaginado que isso cansava tanto, cada ação reflete no seu trabalho final, atenção é necessária o tempo todo, conversar com os clientes é fundamental, mas para tudo há limites, né.

Sair da rotina faz bem, faz ampliar horizontes, quebrar barreiras e adquirir aprendizado. É sentindo na pele o que os outros passam para poder saber como as coisas realmente funcionam. Eu aprovo, fiz e recomendo.

Notícias relacionadas