Geral

Artigo

“O automóvel é só uma novidade. O cavalo está aqui para ficar”. Com esta frase, o presidente do Michigan Savings Bank recusou o pedido de empréstimo que Henry Ford lhe fizera para criar a linha de montagem que lhe permitiria produzir, em série, o modelo Ford T.

1 de junho de 2015

“O automóvel é só uma novidade. O cavalo está aqui para ficar”. Com esta frase, seca e direta, o presidente do então poderoso Michigan Savings Bank recusou o pedido de empréstimo que Henry Ford lhe fizera para criar a linha de montagem que lhe permitiria produzir, em série, o modelo Ford T.
Filho de um imigrante irlandês, William Ford, e de Mary Litigot, descendente de família holandesa, Ford cresceu na fazenda de seus pais, onde revelou vocação para a mecânica. Mas o seu destino estava muito além daquele bucolismo agrário, e reservou-lhe dois encontros providenciais: com Thomas Alva Edison e com Harvey Firestone.
Essa decisão foi facilitada quando Firestone, em colaboração com Edison, desenvolveu, no laboratório deste, a tecnologia da produção de pneumáticos a partir da borracha.
O Quadriciclo, primeiro veículo que produziu, montado sobre quatro rodas de bicicleta, ainda estava longe de ser aquele carro popular. Em 1903, com 40 anos de idade, já tinha aperfeiçoado seu invento. Foi, então, que fundou a Ford Motor Company, lançando o modelo Ford T, fabricado sempre na cor preta, sem nenhuma alteração, durante dezenove anos.
Mais do que produzir um automóvel para consumo de massa, Henry Ford criou uma nova era industrial dentro da era industrial, embasada numa teoria consistente, a que o mundo acadêmico denominou de “fordismo”. Quem for ao chão de fábrica de qualquer montadora vai ver produtos sendo compostos, logicamente, peça por peça, em esteiras rolantes.
O automóvel levou à expansão dos centros urbanos, pois tornou possível às pessoas residirem nas periferias das cidades. Atrás dele, é verdade, veio o barulho dos motores e das buzinas, a poluição, o tráfego nervoso, os congestionamentos. Mas é preciso lembrar qual era o cenário das cidades no início do século passado. Nas ruas de Nova York, por exemplo, os cavalos deixavam, por dia, uma tonelada de esterco e 200 mil litros de urina! Todo ano, morriam, e eram abandonados nas ruas, 15 mil cavalos!
por Luiz Henrique da Silveira (Senador)

Notícias relacionadas