Pomerode apresenta retomada na geração de empregos
Indústrias voltaram a criar vagas de emprego, com mais de 300 novos postos de trabalho abertos no mês de agosto
Com a situação da pandemia, a economia foi um dos setores da sociedade que mais sofreu os impactos do avanço da doença pelo mundo. Porém, com a situação se estabilizando, algumas empresas mantiveram certas funções em home office e otimizaram o processo produtivo, inclusive criando novos postos de trabalho e voltando a aquecer a economia.
De acordo com uma pesquisa feita pelo Núcleo de Gestão de Pessoas da Associação Empresarial de Pomerode (Acip), em agosto, as indústrias associadas à entidade criaram mais de 330 novos postos de trabalho na cidade, nos setores da indústria têxtil, metalúrgica e plástica.
Embora o “novo normal” tenha se tornado assunto frequente, ninguém sabe exatamente o que ele representa e como as relações humanas, profissionais e comerciais se darão em um mundo pós-pandemia. Pensar esse “novo mundo” ainda tem sido uma espécie de exercício de futurologia, apesar da retomada de setores da economia e a flexibilização do distanciamento social apontarem algumas direções.
“Não só Pomerode, mas em todo mundo, as mudanças estruturais e comportamentais instituídas pela pandemia impõem alguns desafios às empresas, que vão desde rever a presença dos colaboradores nas suas instalações até uma maior compreensão da geopolítica global. Essa nova realidade é reflexo da velocidade com que algumas tendências se impuseram como o e-commerce, o crescimento do delivery e o teletrabalho já estavam no radar dos empresários, mas a pandemia colocou essas mudanças na ordem do dia. Implementar essas inovações no menor prazo possível acabou se tornando uma questão de sobrevivência para muitas empresas”, afirma o consultor do Núcleo de Gestão de Pessoas da Acip, Maurício Nienow.
Um exemplo desta retomada é o Grupo ENM, composto por três empresas principais, Link Comercial, Zee Rucci e Welttec, que atuam em negócios distintos e seguimentos diversificados, passando por fios, pneus, importações, moda íntima e máquinas industriais têxteis.
Segundo a administração do Grupo, logo após a primeira etapa da quarentena, quando as atividades começaram a retomar no Brasil, vivemos um reflexo positivo, com patamares de faturamento até maiores que antes da pandemia. Isso porque o Grupo adotou uma estratégia de trabalhar em todos os negócios com produtos de preços de entrada, mais competitivos, com marcas reconhecidas e de qualidade comprovada.
As empresas que integram o Grupo ENM estavam organizadas para a retomada, em todo o momento da crise, garantindo a manutenção dos empregos no grupo e mantendo projetos estratégicos alinhados.
Com a retomada gradativa das atividades, houve retomada e manutenção dos empregos e a geração de novos, e o Grupo ENM, por exemplo, atualmente conta com aproximadamente 20 vagas abertas e desde junho, já contratou 15 profissionais em novos postos dentro do grupo tanto em cargos estratégicos como em vagas operacionais.
“Outro fator de consumo positivo foi o governo ter oferecido o auxílio emergencial que manteve certa renda aos brasileiros que puderam continuar consumindo. Os empresários e comerciantes também contaram com linhas de créditos que potencializaram investimentos em seus negócios e estão buscando acelerar as compras neste período, já contando com as datas comerciais daqui para o fim do ano”, ressalta o CEO do Grupo ENM, Eduardo Elias Martins.
Cenário positivo, também em SC
Indicadores divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para altas acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços no Estado. No caso da indústria, o crescimento foi de 10,1% em julho, enquanto a média nacional para o setor ficou em 8%. O comércio, por sua vez, teve alta de 3,5%, a maior taxa do Centro-Sul brasileiro. O setor dos serviços registrou incremento de 3,1%, diante de uma alta nacional de 2,6%.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Siqueira, também destacou que alguns setores da economia jamais pararam, mesmo com a pandemia.
“Santa Catarina foi um dos primeiros estados a tomar as medidas de prevenção. Os números demonstram que seremos também um dos primeiros a se recuperar, resultado de um trabalho em conjunto com o setor produtivo e sustentado na construção de políticas de desenvolvimento perenes. Os índices positivos contribuem no fortalecimento desta espiral de prosperidade, esperança e confiança”, avalia Siqueira.
Recuperação no emprego
Também em julho, Santa Catarina registrou um saldo positivo de mais de 10 mil empregos formais, o terceiro melhor do país. Em junho, também já havia ocorrido um saldo positivo, de pouco mais de três mil vagas.
Suinocultura em alta
Já no mês de agosto, o setor da suinocultura manteve um bom índice de crescimento e alcançou um faturamento de US$ 109,3 milhões – o segundo maior valor já registrado na série histórica, desde 1997 – e 56,8% a mais do que no ano anterior.
