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Rock em versão clássica

Pianista Curitibano traz seu projeto “Rock ao Piano” para Pomerode e se apresenta neste sábado na cidade

1 de junho de 2015

Já imaginou curtir aquelas bandas que marcaram (e ainda marcam) épocas com seu rock’n roll em uma versão totalmente diferente? Que tal grandes sucessos do rock em uma versão piano? Parece estranho, mas é possível. E quem apresenta este projeto diferente é o pianista curitibano Bruno Hrabovsky, que estará em Pomerode no próximo sábado, dia 28 de março, trazendo o seu projeto de Rock ao piano. Ele concedeu uma entrevista ao JP, que você confere abaixo:

Jornal de Pomerode – Como você começou a tocar piano e qual foi a sua inspiração?
Bruno Hrabovsky – Quando eu nasci, havia um piano de meia-cauda na casa em que eu vivia. Ninguém o tocava, mas eu tinha fascínio pelo instrumento. Nunca fui autodidata e era a criança mais hiperativa do mundo, o que, em outras palavras, significa que eu ficava simplesmente batendo no pobre instrumento. Um dia minha avó resolveu chamar uma professora, apesar dos meus pais dizerem que uma criança hiperativa como eu jamais teria paciência e disciplina pra tocar piano. Bom, acabou que tive sim, e tive aulas dos seis aos 22 anos com a mesma professora.

JP – De onde surgiu a ideia do seu projeto rock no piano?
B.H. – Estudei piano erudito, tango e um pouco de MPB, mas aos poucos desenvolvi uma facilidade de tirar músicas de ouvido. Embora eu goste muito de tango e música erudita, o que eu mais ouvi foi Rock, principalmente Metal. Então comecei, aos poucos, a criar versões daquilo que eu mais comumente escutava. Isso foi lá pelos meus 15 anos de idade. Quando chegou a hora de fazer vestibular, não me enxerguei vivendo da música, então cursei outra coisa. Entrei em Geologia na UFPR. Durante o curso criei um canal no YouTube e comecei a postar algumas versões minhas de Rock, sem ambição alguma. Logo que me formei, resolvi fazer algumas apresentações, e aí aquilo começou a dar tão certo que segui arriscando. Em maio de 2014 veio minha primeira apresentação em outra cidade (Ponta Grossa, PR), e este foi o momento decisivo para meu projeto, pois foi quando percebi que eu podia ir ainda mais longe. Então comecei a entrar em contato com fundações e teatros de várias cidades marcando novos shows, cada vez ampliando mais os horizontes.

JP – Você já conhece Pomerode ou será sua primeira visita à cidade?
B.H. – Estive uma vez em Pomerode em uma festa típica muitos anos atrás. Depois disso, passei pela cidade em janeiro de 2014 durante uma viagem de bicicleta com meu pai e meu irmão.

JP – Qual a sua expectativa para a apresentação em Pomerode?
B.H. – O Teatro Municipal é um grande teatro, será um dos maiores em que já me apresentei. Tenho certeza de que o concerto será uma experiência única. Além do mais, estarei levando o show que tem mais procura de público, o show que mais tem agradado as pessoas. Afinal, Pink Floyd “é um mundo à parte”. Esta será a primeira vez em que apresentarei este show tocando também uma música do último álbum deles, lançado em 2014. Espero ver o teatro lotado!

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