Zoo Pomerode enfrenta dificuldades na quarentena
Em entrevista à TVJP, diretor executivo do Zoo Pomerode relata as dificuldades que estão sendo enfrentadas no momento atual
A economia está sofrendo com a pandemia do Coronavírus, seja ela internacional, nacional ou regional. De acordo com pesquisa do Sebrae Santa Catarina, cerca de 530 mil pessoas já perderam seus empregos desde o início da crise provocada pela Covid-19. E, no Zoo Pomerode, a situação não está sendo diferente. Para falar sobre o assunto, o diretor executivo do Zoológico da cidade, Maurício Bruns, conversou com nossa equipe durante uma transmissão ao vivo, no Facebook, na terça-feira, dia 12 de maio.
Por conta dos portões fechados, o que gera a falta de público dentro do local, a situação financeira apertou e medidas tiveram que ser tomadas para diminuir os prejuízos com a pandemia. 24% dos colaboradores foram desligados e outros 25% tiveram a suspensão do contrato de trabalho e as obras que estavam sendo realizadas foram paralisadas, com o objetivo de cortar gastos neste momento.
“Não temos como continuar essas obras, pois não temos uma data específica para a reabertura do Zoo Pomerode. Mas, de toda forma, renegociamos com as empresas, na questão de prazos”, comenta.
Ainda, sobre o quadro operacional de funcionários, Bruns ressaltou que a diminuição não atingiu o setor dos cuidadores de animais e técnicos, como veterinários e biólogos que estão diretamente envolvidos com os animais.
“Neste momento, as equipes da bilheteria, marketing e educação ambiental sofreram redução e suspensão dos contratos de trabalho. Creio que, nesse ano, teremos pouquíssimas escolas visitando o Zoo Pomerode, sendo esses setores que mais tiveram impacto. A rotina ela não se altera, o parque estando aberto ou não, o cronograma segue normalmente”.
Bruns também comentou que a bilheteria rende 97% renda ao Zoo Pomerode, sendo ela fundamental para a continuação do trabalho realizado, já que, o mesmo possui parcerias com universidades, Polícia Militar Ambiental e outras instituições, tendo um papel importante na preservação e manutenção das espécies, além de transmitir a educação ambiental aos estudantes que anualmente visitam o local.
“A maior receita, ou a principal, está prejudicada há mais de 50 dias. Já mandei um e-mail para a presidência do Santur para que se tome uma postura e trabalhar em favor do trade turístico. Eles precisam defender as empresas e todo trade turístico de Santa Catarina e como coloquei neste e-mail, já estamos passando de 50 dias de portas fechadas e demos a sugestão para que possamos voltar a operar com 30% da capacidade, para que possamos ter uma fonte de renda. Não é brincadeira, cuidamos de mais de 1000 vidas e precisamos seguir em frente para que possamos nos manter”, relata.
Bruns também falou da possibilidade do Zoo Pomerode reabrir no início de junho.
“Estamos bastante ansiosos, não só nós, mas os outros parques de Santa Catarina que temos contato, esperando reabrir no começo de junho, pois o último decreto, estendia a data limite até 31 de maio, sendo que no primeiro dia de junho, poderíamos voltar a trabalhar. Temos que voltar a trabalhar, para que possamos manter o Zoo Pomerode”, afirma.
A entrevista completa com Maurício Bruns, você pode conferir no Facebook do Jornal de Pomerode.
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