Plenário reconhece atividades física e religiosa como essenciais em SC
Projetos de Lei foram aprovados em sessão virtual, realizada na tarde desta quarta-feira, dia 15 de abril.
Os deputados estaduais aprovaram na tarde desta quarta-feira, dia 15 de abril, em sessão virtual, dois projetos de lei (PL’s) que reconhecem a prática de atividades esportivas e as atividades religiosas como essenciais durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em Santa Catarina. Para entrarem em vigor, as propostas precisam ser sancionadas pelo governador, Carlos Moisés.
O PL 119/2020, do deputado Fernando Krelling (MDB), trata das atividades físicas. Ela reconhece os exercícios físicos como essenciais para a população, podendo ser realizados em estabelecimentos prestadores de serviços destinados a essa finalidade, bem como em espaços públicos em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas ou catástrofes naturais. “Esse projeto reconhece a prática da atividade física como algo importante para a saúde, num momento em que precisamos estar saudáveis”, justificou Krelling. “Se tivermos critérios rigorosos para a prática das atividades físicas, os riscos de contaminação pelo vírus vão cair”, acredita.
A matéria foi aprovada por 32 votos a um. O voto contrário foi do deputado Paulo Eccel (PT). Ele reconheceu a importância das atividades físicas, mas demonstrou preocupação com a liberação da sua prática, principalmente em espaços fechados. “As restrições são baseadas em critérios científicos e técnicos”, ressaltou.
Ismael dos Santos (PSD) e Sargento Lima (PSL) se manifestaram favoráveis à proposta. Luciane Carminatti (PT) votou a favor, mas defendeu o respeito às recomendações das autoridades sanitárias.
Religião
Com o voto contrário de Paulo Eccel e a abstenção de Marcius Machado (PL), foi aprovado o PL 100/2020, do deputado Jair Miotto (PSC), que reconhece as atividades religiosas, realizadas em seus templos ou fora deles, como essenciais. Para o autor, as igrejas são grandes parceiras do poder público, principalmente em momentos de calamidade. “As atividades religiosas fazem um trabalho importante nesses momentos difíceis. Oferecem apoio espiritual, fazem um trabalho social, em especial com os mais carentes”, disse Miotto.

(Foto: Divulgação)
O parlamentar ressaltou que o projeto aprovado na Alesc não representa uma autorização para aglomerações. “Queremos construir junto com as autoridades sanitárias um protocolo para permitir que as atividades sejam realizadas da forma mais seguras possíveis”, completou.
Paulo Eccel, que votou contra o PL, afirmou que a restrição às atividades nas igrejas tem ocorrido em todo o mundo. “Não é para afastar as pessoas da fé, mas é para respeitar a vida. Respeito a iniciativa do projeto, mas a minha preocupação nesse momento é com a vida”. Já Marcius Machado (PL), que se absteve, destacou o papel fundamental da religião, mas demonstrou preocupação com o perigo para a saúde pública com a possibilidade de aglomerações em templos e igrejas.
Com informações da Agência Alesc
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