Mochilão dia 5
Quinta-feira foi o dia da preguiça. De acordar com saudades da família e se programar para deixar o Atacama. Isso me deixou um pouco preguiçoso. Cheguei a cancelar o passeio da manhã que era uma volta de bike e sandboard, praticamente um snowboard na areia.
Quinta-feira foi o dia da preguiça. De acordar com saudades da família e se programar para deixar o Atacama. Isso me deixou um pouco preguiçoso. Cheguei a cancelar o passeio da manhã que era uma volta de bike e sandboard, praticamente um snowboard na areia. Dormi até tarde, tomei banho demorado, fiz omelete com presunto e queijo. Fui ao centrinho de São Pedro, olhei algumas lojas por fora e liguei para o Brasil. Saquei dinheiro e comprei a passagem para a próxima parada. No caminho encontrei alguns Brasileiros, identificados por um sotaque e alegria que adoro.
Depois de duas horas voltei ao hostel. Arrumei minhas coisas no quarto e me preparei para o próximo passeio, o Valle de La Luna. O passeio se trata de visitar uma parte do deserto, onde sua formação terrestre é parecida com o que dizem da Lua. As formações rochosas, as cores e a imensidão de terra que não acaba mais. O lugar fica a 14 km de São Pedro. Dentro do parque são feitas várias paradas pelo micro-ônibus. Depois conhecemos o Valle de La Muerte, o que não era muito diferente do primeiro ponto. E encerramos o passeio apreciando o pôr do sol na beira de um cânion.
O tour começou às 15h00m e terminou às 18h30m. O valor é de R$ 7,00.
Nesta sexta-feira viajarei para minha próxima parada, Pisco Elqui, em direção ao sul do país. Mas antes preciso falar um pouco de São Pedro de Atacama, o lugar está cravado no Deserto do Atacama. Aqui vivem aproximadamente cinco mil pessoas, do turismo e da extração mineral. Principalmente de lithium. Parece que aqui nunca passou o desenvolvimento. As casas são feitas de barro e pedras, sempre sem acabamento. As ruas são de barro. Fiquei intrigado, já que pelas belezas naturais o lugar é reconhecido mundialmente pelo turismo. É preferência do Atacamenho a simplicidade. Um povo que, na maior parte, tem dinheiro. Mas prefere viver a cultura que recebeu.
Por Bryan Kormann