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Casos de Caracóis africanos se tornam frequentes em Pomerode

Espécie é conhecida por prejudicar plantações, já que a mesma alimenta-se de qualquer tipo de vegetação

27 de outubro de 2019

Moradores de Pomerode estão relatando o aparecimento frequente de Caracóis Africanos (Achatina fulica), ou popularmente conhecido como Caramujos Africanos. O clima úmido e as chuvas frequentes são favoráveis para a reprodução do animal que, em um único ano, um único caracol dessa espécie, é capaz de dar origem a, aproximadamente, 300 crias. Sem predadores naturais, tal fator, aliado à resistência e excelente capacidade de procriação desse animal, permitiram com que esse caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados.

Além de destruírem plantas nativas e cultivadas, alimentando-se vorazmente de qualquer tipo de vegetação, e competir com espécies nativas – inclusive alimentando-se de outros caramujos -, tais animais são hospedeiros de duas espécies de vermes capazes de provocar doenças sérias. Felizmente, não foram registrados casos em que essa doença, em nosso País, tenha sido transmitida pelo caracol.

Rosali Grossglags, moradora da região do Vale do Selke Grande, nos conta que muitos caracóis africanos estão sendo encontrados, principalmente, no curral, que fica no terreno de sua residência. 

“Esses dias, fui mexer em um arbusto, no quintal de casa, e encontrei quatro desses caracóis, bem grandes e escuros. Também encontramos vários deles no curral de casa e isso está nos preocupando”, relata a moradora.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), são várias as recomendações para evitar a infestação desses animais e como proceder para realizar o abate do caracol africano. 

Estes animais não possuem predadores no Brasil. O único método que vem mostrando resultados satisfatórios em longo prazo é a coleta e destruição dos animais, além de medidas de saneamento ambiental nas cidades, para o controle da população de roedores.

A catação deve ser repetida com frequência, ao longo do ano, sem interrupção (dada a grande fecundidade da espécie e sua atividade no inverno em regiões úmidas) e deve incluir áreas urbanas, áreas agrícolas (especialmente, hortas e roças), capoeiras, borda de matas e brejos. Os melhores horários para o procedimento de coleta são pela manhã ou no final da tarde. Em residências (jardins, hortas, pomares) ou bairros, os caracóis devem ser coletados manualmente, utilizando-se uma luva de borracha ou similar, ou mesmo, uma pá, seguindo as recomendações:  

Proteja a pele e as mucosas: não coma, fume ou beba durante o manuseio do caracol. Em caso de contato acidental, lave as mãos com água e sabão. Recolha, também, os ovos do animal, que ficam semienterrados, e procedendo da mesma forma usada para os animais coletados.

Recomendações de quando coletado o animal 

Colocados para a coleta de lixo comum, desde que os caracóis e os ovos sejam armazenados em dois sacos plásticos e suas conchas sejam quebradas utilizando um martelo ou pisando em cima com calçado adequado (tênis ou botas); Incinerados, desde que haja condições adequadas para tal finalidade (incinerador, forno, latão, etc.); Despejados em valas com, pelo menos, 80cm de profundidade, longe de cisternas, poços artesianos ou de lençol freático. Coloque, sempre que possível, uma pá de cal virgem para impermeabilizar o solo e para não atrair outros animais, principalmente, se uma grande quantidade for coletada (cuidado, a cal queima a pele), fechando a vala com terra; retire as luvas e lave muito bem as mãos. A operação deve ser repetida sempre que novos caracóis forem localizados, sendo o controle periódico fundamental.

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