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João Pizzolatti irá a júri popular e permanece preso até o julgamento

Justiça decide que ex-deputado federal será julgado em júri popular e determina que ele permaneça preso

4 de outubro de 2019

O ex-deputado federal João Alberto Pizzolatti Júnior, envolvido em um acidente de trânsito no dia 20 de dezembro de 2017, que resultou em ferimentos graves a um motorista na rodovia SC-421, entre Blumenau e Pomerode, irá a júri popular na comarca de Blumenau.

Ainda segundo decisão, prolatada na tarde desta quinta-feira, 03 de outubro, pelo Juiz de Direito, Juliano Rafael Bogo, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Blumenau, ele não poderá aguardar o julgamento em liberdade.

Consta nos autos que, segundo a Polícia Militar Rodoviária, Pizzolatti teria declarado a ingestão bebida alcoólica no dia do acidente que causou queimaduras de 1º e 3º grau da vítima. Testemunhas relataram que o ex-deputado federal transitava em zigue-zague pela pista antes da colisão.

“Conforme elementos de prova e considerações já mencionadas, há indicativo de que o acusado conduzia seu veículo automotor em rodovia com considerável movimentação de pessoas (pedestres, ciclistas, motociclistas e condutores de automóvel), com sua capacidade psicomotora substancialmente alterada, causando perigo para outras pessoas, a respaldar, em tese, a qualificadora do artigo 121, parágrafo 2º, III (perigo comum), que, portanto, deve ser mantida”, cita o magistrado em sua decisão.

O júri popular que definirá o desfecho do caso ainda não tem data para ocorrer. Até lá, Pizzolatti permanece no Presídio Regional de Blumenau. Ele respondeu ao processo em liberdade, mas foi preso no dia 15 de maio deste ano por descumprir a medida cautelar de suspensão da habilitação para conduzir veículo automotor – ao ser flagrado dirigindo em Rio dos Cedros, no dia 29 de abril.

O acusado irá a júri popular e responderá a acusação de homicídio qualificado tentado. Da decisão, cabe recurso.

 

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