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Muitos anos de experiência

Ainda em 1970, o jovem Nilton Weidgenant começava a sua vida profissional. Ainda morando em Blumenau, o rapaz de 14 anos tinha muitos sonhos e muita estrada pela frente. Ele ainda não imaginava quantas surpresas a vida lhe aguardava. São aproximadamente 45 anos trabalhando e ajudando a família a se constituir.

1 de junho de 2015

Ainda em 1970, o jovem Nilton Weidgenant começava a sua vida profissional. Ainda morando em Blumenau, o rapaz de 14 anos tinha muitos sonhos e muita estrada pela frente. Ele ainda não imaginava quantas surpresas a vida lhe aguardava. São aproximadamente 45 anos trabalhando e ajudando a família a se constituir.

Ele trabalhou por 12 anos e sete meses em indústrias de Blumenau, até que em 1982, mudou-se para Pomerode, onde sua família adquiriu um restaurante. Ali, começou uma nova fase de sua vida, onde ele aprendeu muito sobre tocar um negócio. “Aqui aprendi muito sobre economia, sobre a parte financeira, oportunidades de negócios e situação de mercado. São realmente muitos aprendizados que foram acumulados com anos de prática”, conta Seu Nilton.

Hoje, aos 59 anos, ele se orgulha ao contar sobre a sua trajetória profissional e mesmo depois de tantos anos, ainda continua trabalhando no restaurante que herdou do seu pai. “Só neste restaurante eu já trabalho há mais de 30 anos. Comecei ajudando minha mãe na parte administrativa. Ela fazia o financeiro e eu cuidava do administrativo. Fiquei um bom tempo ajudando, até que em 2001, assumi todo o restaurante”, lembra.

Nilton também gosta muito de falar de política. Segundo ele, conforme os governantes do Brasil iam mudando, o restaurante ia passando por fases boas e ruins. Ele lembra da época da inflação e como a situação econômica do país ficou complicada na época. “Com o surgimento do plano real, no governo de Fernando Henrique Cardoso, nós tivemos uma boa ascensão no restaurante. Mas no segundo mandato as coisas pioraram. Depois que trocou o governo, as coisas melhoraram novamente”, explica.

Morando em Pomerode há mais de 30 anos, ele já viu muitas mudanças ocorridas na cidade. “Na época em que eu mudei, grande parte da economia da cidade vinha da agricultura, com a produção de fumo e leite. Hoje, a economia provém das indústrias que estão na cidade. Isso é desenvolvimentos. Mas há também um lado negativo. Lembro que aqui haviam muitas bandinhas que faziam apresentações na cidade. Hoje já não há mais nenhuma. Isso é muito triste”, comenta.
Ele diz ainda que acha que acredita que o trabalho não impeça os jovens a estudar e acha que na própria escola os alunos deveriam ter uma iniciação profissional, para que aos 15, 16 anos já pudessem ingressar no mercado de trabalho. “Eu cresci assim. Na minha época, eu tinha que trabalhar, era uma obrigação, tinha que ajudar os meus pais e colocar dinheiro em casa. Isso nunca me impediu de estudar e fazer os meus deveres. Acho que os jovens de hoje deveriam seguir os exemplos dos mais velhos”, termina.

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