Proibição de canudos plásticos em SC pode virar realidade
Em Santa Catarina, um projeto de lei que proíbe o uso de canudos plásticos no estado, foi aprovado pela Assembleia Legislativa e, agora, está no aguardo da sanção do governador Carlos Moisés, para que o projeto se torne realidade
O descarte incorreto do lixo e suas consequências já é uma pauta bem discutida em nossa sociedade atual, já que isso pode ajudar nas mudanças climáticas bruscas que percebemos, tanto aqui no Brasil, quanto no mundo. E, um dos mais abordados são os canudos plásticos. Só nos Estados Unidos, mais de 500 milhões de unidades são utilizadas diariamente, de acordo com uma pesquisa do governo. O Fórum Econômico Mundial relata a existência de 150 milhões de toneladas métricas de plásticos nos oceanos. Caso o consumo de plástico siga no mesmo ritmo de hoje, cientistas prevêem que haverá mais plástico do que peixes no oceano, até 2050.
E, em Santa Catarina, um projeto de lei que proíbe o uso de canudos plásticos no estado, foi aprovado pela Assembleia Legislativa e, agora, está no aguardo da sanção do governador Carlos Moisés, para que o projeto se torne realidade.
Caso seja sancionada pelo governador, a iniciativa atinge hotéis, clubes, padarias, bares, lanchonetes e vendedores ambulantes de bebidas, entrando em vigor 365 dias após a sua publicação. Ela também proíbe que o estabelecimento ofereça ou disponibilize espontaneamente, só fornecendo caso seja solicitado pelo consumidor.
A ideia é oferecer ao consumidor alternativas ambientalmente sustentáveis aos canudos convencionais de plásticos, evitando o uso desse tipo de produto, que se transformou em um problema ambiental.
A onda anticanudo tem se espalhado de maneira tão avassaladora que está mexendo até nas legislações. No início de julho, Seattle foi a primeira grande cidade dos EUA a proibir os utensílios plásticos e a definir multa de US$ 250 (R$ 961) para quem descumprir a lei. No mesmo mês, Rio de Janeiro e Santos viram leis, banindo o produto, serem sancionadas pelos prefeitos. Em São Paulo, um projeto semelhante tramita na Câmara Municipal.
Na capital fluminense, onde a prefeitura ainda não definiu quando a medida passa a valer, a multa será de R$ 3 mil, e na cidade do litoral paulista, que colocará a determinação em prática em 2019, de R$ 500 a R$ 1 mil. Penas leves se comparadas às aplicadas em alguns países em relação às sacolas plásticas. No Quênia, produzi-las, comercializá-las ou usá-las, pode resultar em multa de até US$ 40 mil (R$ 154 mil) ou em até quatro anos de cadeia.