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A casa de um ícone da arte pomerodense

Fundado em 22 de abril de 1992, após a morte do artista, o Museu Casa do Escultor Ervin Curt Teichmann completou 25 anos, no ano passado, e reúne um vasto acervo de obras do escultor pomerodense, que poderia ser considerado um dos melhores do país

2 de abril de 2019

Fundado em 22 de abril de 1992, após a morte do artista, o Museu Casa do Escultor Ervin Curt Teichmann completou 25 anos, no ano passado, e reúne um vasto acervo de obras do escultor pomerodense, que poderia ser considerado um dos melhores do país.

No local, o visitante pode admirar os mais de 70 estudos, diversos quadros e gravuras, além de mais de 60 esculturas feitas por Teichmann durante toda a sua vida. Um dos mais impressionantes é um quadro em relevo, para a parede, da Santa Ceia. O acervo exposto poderia ser maior, mas não é possível, por falta de espaço. 

Na casa, que era de Teichmann, é o filho, Arno Hercílio Teichmann, e sua família que cuidam do local, mantendo a estrutura com recursos próprios, sem receber nenhum outro subsídio.

“Mantemos o museu por nossa conta e, mesmo que ele não dê nenhum tipo de retorno financeiro, nos esforçamos para mantê-lo funcionando, pois é uma forma de manter vivo o legado de Ervin”, explica o filho do artista e curador do museu.

Ele ressalta a importância que o pai teve no cenário cultural pomerodense. “Ele era muito presente no âmbito da cultura em Pomerode, sendo, inclusive, presidente da Fundação Cultural por um período. Com certeza, ele foi uma liderança neste sentido”, afirma Teichmann.

Com certeza, o local vale a pena ser visitado. Os ingressos inteiros custam R$ 10,00, com a opção de meia entrada para quem pode receber este benefício. O museu fica localizado na Rua XV de Novembro, 791, próximo ao Portal Sul.

Sobre o escultor

De nacionalidade alemã, nascido a 27 de julho de 1906, na cidade de Kiel, no norte da Alemanha, veio para o Brasil em 1914, acompanhado de seus pais, Joseph e Anna Teichmann. Os pais fixaram residência, inicialmente, em Blumenau, onde cursou o primário.

Em 11 de março de 1933, casou-se com Hertha Weiss. Com a responsabilidade da recém constituída família, sentiu necessidade de obter uma fonte de renda fixa, então, tentou o concurso para ser professor do primário, conseguindo o primeiro lugar. 

Em momento algum, porém, afastou-se dos trabalhos com esculturas e de sua dedicação à arte, mas depois, conseguiu trabalhar como professor de alemão na escola Testo Central, atual E.B.M. Olavo Bilac, sendo, inclusive, pioneiro no ensino em português. Em 1939, foi sancionada uma lei em que estrangeiros não podiam lecionar no primário, sendo, em consequência, exonerado de suas profissões como professor.

A partir dessa época, passou a se dedicar exclusivamente ao desenho e à escultura propriamente dita. Em sua vida fez inúmeras exposições, inclusive. Com a intenção de aprimorar ou de descansar de sua habitual produção artística, dedicou-se, também, a pinturas a óleo (telas), aquarelas, modelagem em barro e porcelana, mas retornando sempre à sua paixão maior, o trabalho em madeira.

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