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Um ano para valorizar uma espécie

Tamanduá-Bandeira, espécie ameaçada de extinção, recebe programação educativa no Zoo Pomerode e em outros 50 zoológicos do Brasil, que fazem parte da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), com o objetivo valorizar a espécie e orientar as pessoas sobre os cuidados que podem ser tomados

1 de novembro de 2018

Já chegamos no fim de 2018. Este ano, o Zoo Pomerode, juntamente com outros 50 zoológicos, que fazem parte da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), realizaram programas educativos, em alusão ao Ano do Tamanduá, espécie que, no Brasil, está ameaçada de extinção.

O projeto é de idealização da Azab, que ocorre desde 2013 e, desde então, são escolhidas espécies brasileiras que estão ameaçadas de extinção. A diretoria da Associação define qual animal irá simbolizar o ano, fazendo com que cada zoológico trabalhe com projetos educacionais, levando até os visitantes, informações sobre a espécie ameaçada, fazendo com que os prejuízos sejam diminuídos. Só em Pomerode, alunos de mais de 100 escolas visitaram o espaço e participaram de exposições e palestras sobre a espécie.

O biólogo do Zoo Pomerode e presidente de Azab, Claudio Maass, explica que a escolha do Tamanduá-Bandeira, para este ano, tem como objetivo valorizar a espécie e orientar as pessoas sobre os cuidados que podem ser tomados, para evitar que o animal, definitivamente, entre em extinção.

“O Tamanduá-Bandeira é uma espécie que sofre muito com atropelamentos nas rodovias e estradas, em áreas rurais. Com isso, através desses projetos educativos que estão sendo difundidos no Zoo Pomerode e os outros zoológicos participantes da nossa associação, iremos diminuir os impactos e trazer uma maior projeção de vida dos tamanduás, já que estão ameaçados de extinção”, explica o biólogo.

Maass também comenta sobre outras ideias que estão sendo projetadas, para que a espécie não sofra com atropelamentos.

“Nós temos um projeto que viabiliza a colocação de grades em algumas rodovias que passam por áreas de mata atlântica, um habitat muito comum dos Tamanduás, para evitar os atropelamentos desses animais. Além disso, a implementação de passa faunas, aéreos e terrestres, faz com que a espécie possa atravessar uma rodovia com mais segurança, evitando a morte”, relata.

No ano passado, só no estado do Mato Grosso do Sul, de acordo com a pesquisa do Projeto Tamanduá, quase 350 animais foram mortos, vítimas de atropelamentos nas rodovias estaduais e federais que cortam o estado. 

Sobre a espécie 

Os Tamanduás-Bandeira são animais de hábitos  diurnos ou noturnos que, quando atingem a idade adulta, vivem solitários. Não são ágeis, nem agressivos, no entanto, quando se sentem ameaçados, sentam sobre as patas traseiras e atacam com suas imensas garras.

Vivem em campos, áreas abertas e florestas tropicais. São encontrados em todos os biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado e Pampa.

Além do Brasil, estão, também, em outras partes do continente americano (América do Sul e Central).

Na natureza, vivem cerca de 25 anos. Já em cativeiro, essa expectativa pode aumentar em cinco anos. Por outro lado, alguns morrem até antes, em cativeiro, visto que ali não recebem a alimentação baseada somente em insetos. Infelizmente, em alguns locais, ele já foi extinto.

 

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