Três onças-pardas são flagradas no Parque Serra do Itajaí
Animais foram fotografados por uma câmera do Projeto Carnívoros, que fica escondida no meio da mata
Uma onça fêmea e dois filhotes foram flagrados pela câmera do projeto Carnívoros, no Parque Nacional da Serra do Itajaí. A máquina fotográfica fica escondida no meio da floresta, e as imagens foram recolhidas pela equipe do projeto, na última segunda-feira, dia 20 de agosto. Segundo o Instituto Caeté-Açu, os animais foram filmados no começo do mês de agosto, dia 02.
Dois dias antes, outras duas onças machos foram registradas pela câmera do projeto, no mesmo local. Uma delas tinha a coleira de monitoramento colocada anos atrás, em parceria com o Zoo Pomerode. A outra parece ser um animal, que até então, não está sendo rastreado pelos biólogos.
De acordo com o instituto, os filhotes que aparecem na imagem possuem um tamanho equivalente a uma onça adulta, mas devem ter por volta de um ano a um ano e meio de idade. Os biólogos também pediram reforço na fiscalização à Polícia Ambiental, parceira no Projeto Carnívoros.
Em 2010, o projeto havia identificado quatro onças no Parque da Serra do Itajaí, o menor índice em área de Mata Atlântica no Brasil. Com as novas imagens, surge a esperança de que a espécie ameaçada de extinção, também conhecida como puma e leão-baio, comece a se multiplicar na região.
Sobre o animal
Conhecida também como puma ou Puma concolor, seu nome científico, a onça-parda é o maior membro da subfamília Felinae, podendo medir até 155cm de comprimento, sem considerar a cauda, e pesar até 72kg.
Possui um porte parecido com o do leopardo, que é o segundo maior felídio das Américas.
Geralmente, é um animal mais solitário e mais ativo durante à noite e é considerada como um predador oportunista.
Não está na lista de animais em extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, mas já apresentou extinção na América do Norte e em algumas localidas das Américas Central e do Sul, devido à caça e destruição de habitat.
Seu estado de preservação é considerado por várias instituições como “pouco preocupante”, uma vez que é um animal muito adaptável.