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Editorial

Na edição, de número 639, do Jornal de Pomerode, veiculada no dia 24 de agosto deste ano, um dos temas dentre os vários abordados chamou a atenção, em especial. O caso de vários animais (cachorros e gatos) abandonados no Vale do Selke Grande.

1 de junho de 2015

Na edição, de número 639, do Jornal de Pomerode, veiculada no dia 24 de agosto deste ano, um dos temas dentre os vários abordados chamou a atenção, em especial. O caso de vários animais (cachorros e gatos) abandonados no Vale do Selke Grande.

Esta atitude tem se tornado uma prática cada vez mais frequente e deixou de ser problema enfrentado apenas por grandes centros. Muito pelo contrário, essa realidade está cada vez mais próxima de todas as cidades, inclusive Pomerode.

O abandonado de animais é crime, com pena de Detenção de três meses a um ano e multa, conforme o Artigo 32 da Lei Federal nº. 9.605/98. Além disso, há ainda a Lei da Posse Responsável (Substitutivo ao Projeto de Lei nº 121), de 1999, que estabelece a disciplina legal para a propriedade, a posse, o transporte e a guarda responsável de cães.
Embora na contramão desta atrocidade estejam surgindo cada vez mais instituições e organizações não-governamentais dispostas a enfrentar e, de alguma maneira minimizar o sofrimento destes pequenos seres, ainda há muito que se fazer para solucionar este problema.

A começar pela conscientização do ser humano, de que um animal, seja ele de qualquer espécie, também é um ser, uma vida. Especialmente no caso dos animais domésticos, uma vida que anseia e necessita por cuidados, afeto e atenção.

Em muitas oportunidades, as pessoas adquirem o animal como se fosse um troféu a ser exibido, por modismo, por puro capricho. E depois, ao perceberem que este animal cresceu mais do que esperado, que os cuidados demandam uma atenção maior ou simplesmente por que enjoaram do animalzinho, acabam descartando-o, como se fosse um objeto. Abandonando-os à mercê de seu instinto.

Todos os dias estão estampados nas mídias sociais, jornais, revistas e programas jornalísticos, casos de abandono e maus-tratos aos animais.

Recentemente foi constatada uma situação revoltante também em Itajaí, onde gatos e cachorros estariam sendo envenenados por pessoas descontentes com o número de animais perambulando pelas ruas, como se eles fossem culpados pelo descuido e o abandono de seus donos. A situação chegou ao ponto de haver a proibição do comércio do chumbinho, produto utilizado na prática do envenenamento dos animais.

Outro fator que contribui para o aumento no número de animais circulando pelas ruas é a falta de centros para abrigá-los.

Essa é uma luta que tem sido constante por parte de organizações voltadas à proteção dos animais, a construção de canis e gatis e até mesmo de um Centro de Controle de Zoonoses na região. Estas instituições também buscam a parceria com universidades da região, visando a castração dos animais de rua.

Mas, antes de tudo, é necessária que se faça a conscientização popular, para que as pessoas tenham em mente que é preciso mudar essa realidade. Criar a sensibilidade ao voluntariado, para que todos juntos possam combater a prática de maus-tratos e abandono de animais. É preciso atentar a sociedade para o voluntariado, o amor ao próximo, seja ele ser humano ou animal, doméstico, exótico, selvagem, do tamanho, raça e cor que for.

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