Um tour de muitos aprendizados
Casal pomerodense aposta em destinos diferenciados na Europa, a fim de adquirir mais conhecimento em suas respectivas áreas de atuação profissional
Conhecer uma nova cultura, em seus mais diversos aspectos, visitando locais diferentes dos destinos turísticos mais tradicionais. Foi isso que o casal Larissa Guerra, microempreendedora individual de gastronomia, e Robson Scheiwe, presidente do Grupo Cervejeiros Pomeranos, fez ao viajar à Europa, no mês de março, a fim de realizar um tour gastronômico.
“Fomos interessados em conhecer as cervejarias artesanais, restaurantes que trabalham com pequenos produtores e, claro, as paisagens e vivências que este tipo de experiência nos proporciona”, relata Scheiwe.
O casal conta que a ideia surgiu em meados de 2017, quando Larissa se formou no curso de Gastronomia e os dois decidiram morar juntos. Em agosto do ano passado, as passagens foram compradas e eles começaram a organizar o roteiro e a logística da viagem. Os destinos escolhidos foram Amsterdã, na Holanda, Bruxelas, na Bélgica e Eslovênia, onde ficaram por uma semana e conheceram diversas cidades.
O trajeto foi percorrido de ônibus e van. Eles desembarcaram do avião em Amsterdã, e de lá, seguiram para Bruxelas, de ônibus, em uma viagem que dura menos de duas horas. Depois de passear pela cidade e conhecer os locais que tinham as características procuradas pelo casal, pegaram um avião para Ljubljana, a capital da Eslovênia. “Na Eslovênia, nós alugamos uma T3, uma van que sucedeu a Kombi na Europa, e viajamos pelo país com ela, já que era uma espécie de motorhome antigo, adaptada para dormirmos e fazermos nossas refeições”, contam.
A passagem pela Eslovênia, viajando com a T3, para o casal foi a parte mais marcante do roteiro. “Pegamos neve, vimos muitas paisagens incríveis, cruzamos os Alpes Julianos, fomos até o litoral. Isso é algo que nunca vamos esquecer. Também nos emocionou muito a visita à cervejaria Cantillon, em Bruxelas. É uma cervejaria centenária, um ícone porque produz cervejas de fermentação espontânea e é administrada pela mesma família há quatro gerações. E, no dia em que estivemos lá, estava rolando uma brassagem para marcar o fim da produção, já que eles fazem cervejas apenas durante o inverno europeu, então, pudemos acompanhar a produção de uma Lambic com todas as suas particularidades e histórias. Foi demais!”.
O casal elenca como principal aprendizado os conhecimentos adquiridos com as pessoas com quem conversaram nas cervejarias e restaurantes, que são apaixonados pelo que fazem e valorizam a história e o contexto do que produzem.
“Foi uma experiência muito marcante para nós, que, com certeza, nunca vamos esquecer. Viajar abre muito a cabeça para novas possibilidades, costumes, histórias. Estamos muito felizes em termos planejado e feito a viagem da forma que queríamos, priorizando aquilo que nos interessava mais”, ressaltam.
E, como o roteiro foi uma experiência marcante e muito proveitosa para ambos, tanto pessoal quanto profissionalmente, o casal já pensa em, futuramente, retornar. “A Larissa conheceu Amsterdã há cinco anos, então, de certa forma, ela já teve a chance de voltar. Mas nós voltaríamos a todos esses lugares de novo, há muito a se explorar e, certamente, ficou muita coisa de fora. Só que também queremos conhecer mais lugares, então, talvez, esse retorno demore um pouco”, destaca Scheiwe.