De primeira viagem
Que um bebê é a alegria de uma casa, ninguém duvida. No entanto, a notícia de uma gravidez pode ser recebida de diversas maneiras.
Que um bebê é a alegria de uma casa, ninguém duvida. No entanto, a notícia de uma gravidez pode ser recebida de diversas maneiras. Independente de como, todas elas resumem apenas um sentimento: amor. E pode ser o primeiro, o segundo ou terceiro filho, as experiências são sempre diferentes. Apesar disso, o nervosismo das primeiras ações com o primogênito é inquestionável.Susan Piske e Fernando Soares são casados vai fazer um ano e a pequena Laura Madalena completa quatro meses no dia 08 de julho. Fruto de um relacionamento de mais quase quatro anos, a filha do casal é sinônimo de simpatia, beleza e amor.
Susan é pedagoga e já possuía experiência com crianças, Fernando é professor de educação física, além de possuir uma empresa de locação de brinquedos, e, com isso, também já conhecia o universo infantil. De qualquer maneira, nenhuma experiência é parecida com a outra e, mesmo já possuindo algum conhecimento, a prática sempre é diferente.
E tudo começou no dia 19 de julho de 2012, quando Susan descobriu que estava grávida após efetuar um exame de farmácia. Na sexta-feira, dia 20, encontrou-se com Fernando na hora do almoço para efetuar um novo teste e ter a confirmação. Para mim foi um susto e não parei de chorar. Fernando vibrava de alegria e logo ligou para toda a família, comenta Susan.
No entanto, antes da confirmação, a avó de Fernando havia sonhado que um bebê chegaria à família e seria uma menina. Tudo isso confirmado posteriormente.
A suspeita começou cerca de três semanas antes do exame de farmácia, após o atraso na menstruação. E, com a confirmação da gravidez, um novo evento começou a ser programado: o casamento. Primeiro iríamos nos casar apenas no civil, mas no fim resolvemos casar no religioso também, afirmam.
As mudanças com a chegada de um bebê começaram a ser percebidas desde o princípio e a primeira ação a ser tomada por Fernando foi cuidar da alimentação de Susan. Ele cuidava de tudo que eu comia e até me deixava nervosa com isso, mas sabia que era para o bem, afirma.
E depois de oficializada a cerimônia, faltava apenas metade da gestação para que Laura viesse ao mundo. A cesárea estava marcada para o dia 07 de março, mas com o falecimento da avó de Susan um dia antes, a data foi transferida para o dia 08. Na noite em que minha avó faleceu, eu fiquei acordada, como se fosse um pressentimento. E quando o dia amanheceu, veio a notícia. Mudamos a data do nascimento da Laura e a preocupação em torno do meu emocional também apareceu no momento da minha cirurgia, conta.
E quando o dia finalmente chegou, a expectativa e ansiedade tomavam conta do casal que chegou cerca de duas horas antes do horário marcado para efetuar a entrada e internação no hospital. Quando o relógio chegava perto da hora do almoço daquela sexta-feira, Dia Internacional da Mulher, a pequena Laura Madalena deu o ar de sua graça para completar a família.
Fernando acompanhou todo o parto no centro cirúrgico e fotografou o momento mais esperado. Quando entrei no centro cirúrgico, a Susan já havia sido anestesiada. A cesárea é tão rápida que em cinco minutos a Laura já estava conosco, conta Fernando.
A pequena Laura foi para o quarto e o primeiro contato com a mãe, para mamada, aconteceu lá. Por causa da cesárea, o leite demora mais para vir e algumas tentativas foram efetuadas. Como estava anestesiada na altura do peito para baixo, o Fernando teve que assumir o controle da situação e, com isso, ele foi colocado à prova, conta Susan.
Fernando não possuía experiência com bebês, mas isso não foi empecilho para que ele trocasse fraldas e levasse Laura até Susan na hora da mamada. No entanto, esse trabalho foi realizado com um pouco de dificuldade. A criança é muito mole quando nasce e não sabia direito como segurá-la ou trocá-la. Na primeira vez, a Susan cedeu um espaço na cama e ia ditando como efetuar a troca. Na primeira noite tive que fazer isso umas cinco vezes, lembra.
E como a experiência é a melhor professora, hoje Fernanda carrega Laura nos braços com firmeza e sem medo. E, além disso, também acordava de madrugada quando Susan dava de mamar a Laura. Tenho sono pesado e no início eu acordava. No entanto, agora a Susan acorda sozinha, conta.
Susan, que está de licença maternidade, diz que Laura acorda uma vez por noite, mas em seus sonos agitados acaba acordando para verificar se está tudo bem. Mãe escuta cada barulho e quando ela geme durante a noite eu levanto para ver se ela está acordada. Tudo muda, nossa rotina, nossa sensibilidade, tudo, revela.
Em setembro acaba a licença maternidade de Susan, mas Fernando deseja que ela continue em casa. Sou a favor da mãe ficar pelo menos um ano com seu filho. É o período que eles mais precisam e, se tudo der certo, espero conseguir realizar esse desejo, conta.
Quando o assunto é mais filhos, ambos são enfáticos: sim. O desejo de possuir, pelo menos, dois filhos é comum. Daqui a alguns anos pensaremos em mais filhos, mas desejamos muito e achamos importante para que Laura não se sinta sozinha e tenha com quem compartilhar brincadeiras e aprendizados, afirmam.
Como todos os pais de primeira viagem, os aprendizados são constantes e cada momento torna-se único e especial. E, mesmo sem experiência, é o amor que promove o que há de mais belo numa família. Fraldas, banhos e troca de roupas tornam-se rotina e passam a ser parte da vida, onde nada pode substituir o sentimento, nem a vivência.