Um pai de coração
Amor de pai é incondicional, irredutível e incalculável. Um amor forte, com bases sólidas, indestrutível. A paternidade é uma benção incomparável. Ser pai, além de uma condição, é um sentimento que não se iguala a outro.
Amor de pai é incondicional, irredutível e incalculável. Um amor forte, com bases sólidas, indestrutível. A paternidade é uma benção incomparável. Ser pai, além de uma condição, é um sentimento que não se iguala a outro. Um sentimento tão intenso que não necessita de laços sanguíneos para ser consumado. E o pai Cláudio Duwe consegue expressar muito bem isso.
Aos 42 anos, Cláudio é pai de Esther, uma linda menina de cabelos loiros cacheados e olhos azuis. Uma verdadeira anjinha. Linda como o amor que Cláudio e sua esposa Regina têm pela menina. Esther foi adotada pelo casal em 2010, quando tinha três anos e sete meses de vida, e, desde aquela época até os dias de hoje, o amor por ela só cresceu e se consolidou.
Segundo Cláudio, a adoção não é apenas dar um lar para a criança, mas compreende muito mais que isso. Adotar uma criança não é somente dar um lar ou bens materiais para uma criança, mas sim, ela precisa de amor, afeto, carinho, educação, compreensão, afirma.
O processo de adoção é difícil e burocrático, são inúmeros os documentos e cadastros que precisam ser preenchidos. É um processo lento, demorado e muito burocrático, e isso é a causa da desistência de muitos pais que têm a vontade de adotar uma criança. No nosso caso, a espera foi de cinco anos, encaminhamos a documentação em março de 2004 e ficou pronto em outubro do mesmo ano. Hoje em dia o cadastro é nacional, mas na época era preciso mandar cópia do processo para outras comarcas no estado de Santa Catarina, sendo esse um motivo na demora da adoção.
Mesmo com as dificuldades enfrentadas no processo, Cláudio e sua esposa não desistiram e depois da longa espera, conseguiram o que queriam. Chegando em casa, minha esposa pediu para entrar em contato com assistente social. Ela informou que tinha uma menina para adoção, e nosso perfil era o ideal para adotá-la. Assim que falei para minha esposa, ficamos emocionados. Minha esposa ficou desesperada porque não tínhamos nada em casa, nem uma peça de roupa, porque quem espera uma adoção não sabe qual a idade da criança que irá adotar. No sábado saímos para comprar umas peças de roupas para levar na segunda-feira, quando teríamos a primeira audiência com a Juíza. A alegria, emoção e ansiedade era grande, mas valeu a pena, pois hoje temos uma menina linda e saudável, que é a alegria da casa. A Esther foi em aceita por nossa família, por nossos amigos, pois ela consegue cativar à todos conta Cláudio.
Alguns momentos difíceis se fizeram presentes na vida da família antes e depois da adoção, mas foram superados pelo amor que sentiam um pelo outro. Após a primeira audiência, fomos informados que não poderíamos levá-la no mesmo dia, exigindo que a adaptação teria que ser em uma semana, visitando ela todos os dias. Expliquei que estava em novo emprego e não poderia faltar uma semana, pois estava no período de experiência. A Juíza determinou que no dia seguinte nós voltássemos para passear com a Esther, para nossa adaptação. Na volta, nós decidimos que íamos desistir da adoção, pois pelas exigências, vimos que teríamos problemas. Chegamos em casa às 22h, ligamos para nossa advogada e falamos da desistência, mas ela implorou para pensarmos bem a respeito. À 1h da madrugada, recebemos uma ligação de nossa advogada pedindo para pegá-la no abrigo e passearmos com ela. Outro momento difícil foi um ano depois, quando a mãe biológica abriu processo querendo a filha de volta. A batalha foi difícil mas ganhamos a causa. Foram muitas lágrimas que valeram a pena, pois o amor que sentimos por ela não tem preço relembra Cláudio.
Mas, como toda família, os momentos felizes são os que se destacam. Dentre todos pelos quais passou, Cláudio relembra um dos que mais lhe marcou. Um grande momento, foi no dia do nosso primeiro encontro, quando eu não estava por perto, ela perguntou para minha esposa, ainda tímida, ‘cadê meu papai?’. Após esse momento ela só nos chamava de papai e mamãe.
A união de uma família como a de Cláudio Duwe mostra que a felicidade não vem apenas de laços sanguíneos. O amor é muito mais que um sentimento, é uma ação que deve ser demostrada a cada dia. E o amor de um pai por sua filha, é algo que merece grande consideração. Não existem palavras que expressem o amor que sinto por ela. Ela é uma benção de Deus, uma menina carinhosa, amável, comigo e com minha esposa termina Cláudio.