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Amor e encantamento pela arte

Artesã pomerodense relata paixão pelo crochê, sempre usando da criatividade para criar novas ideias. A paixão que era hobby, acabou virando uma de suas fontes de renda

27 de fevereiro de 2018

Deixar a criatividade fluir e colocar em prática as mais diversas ideias. É isso que a artesã Rosângela Borchardt, de 37 anos, faz desde os 15 anos de idade. Filha de artesã, ela sempre esteve junto da mãe aprendendo as técnicas e maneiras de fazer arte, principalmente no crochê, sua paixão assumida. A artesã revela que os primeiros objetos que ela fez sozinha foram ímãs de geladeira.

E a paixão foi transformada em muito trabalho e dedicação, além de que, aos poucos, um hobby foi virando ocupação e fonte de renda. Há 15 anos, Rosângela tornou-se associada à Associação de Artistas e Artesãos de Pomerode e confecciona casquinhas decoradas com pintura ou crochê, vendidas no Portal Sul. 

Rosângela é mais uma pomerodense beneficiada pela Osterfest, já participa há cinco anos vendendo as suas casquinhas e tem um incremento na renda graças ao evento. Principalmente porque, há 10 anos, sua única fonte de renda é o artesanato. “Em 2008 precisei parar de trabalhar, porque minha filha nasceu naquele ano e veio ao mundo, infelizmente, com problemas cardíacos. A partir daí, precisei ficar em casa cuidando dela e uni o útil ao agradável, fazendo do artesanato minha fonte de renda”, comenta.

Hoje, a artesã admite que não viveria trabalhando com outra coisa, tendo uma profissão diferente. Além de uma ocupação, para Rosângela, o artesanato funciona como uma terapia. “Quando estou preocupada ou chateada com alguma coisa, logo começo a fazer crochê para me distrair e sempre dá certo”, afirma Rosângela.
As ideias para cada casquinha são criações dela mesma e dificilmente usa outros modelos prontos como molde. Porém, Rosângela sempre troca ideias com colegas artesãs, recebendo e dando dicas, para cada uma conseguir melhorar o seu próprio trabalho.

E, ao final de tanto trabalho e dedicação, Rosângela ressalta que considera ver o resultado final a melhor parte do artesanato. “Gosto muito de ver a casquinha pronta, bonita. Também gosto quando percebo que as pessoas apreciam o meu trabalho e elogiam as peças. É gratificante”, revela.

Ela também destaca que, para continuar agradando, é necessário ter sempre novidades, ideias novas e criativas. Para este ano, por exemplo, a artesã criou a decoração de casquinhas de crochê de unicórnio, febre entre as meninas. Foi ela mesma que teve a ideia e a desenvolveu. E Rosângela garante que sempre continuará criando coisas novas e nem pensa em trocar de profissão.

 

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