Identificar as linguagens do amor
Segundo encontro do Fórum Familiar do Projeto Lapidando Talentos e Emoções abordou as diferentes formas de se demonstrar o amor.
A Escola Estadual Básica José Bonifácio sediou, no dia 23 de novembro, o II Fórum Familiar do Projeto Lapidando Talentos e Emoções, em conjunto com o CE Nossa Senhora de Fátima. O tema do segundo encontro foi “Família, uma Comunicação de Amor – Parte II” e foi coordenado pela psicóloga Claudete S. Soethe (CRP 12/10942), com a participação especial da também psicóloga Roberta Trierveiler Krueger (CRP 12/03862), e do mímico Everton Ferre.
O tema do segundo encontro foi baseado no livro de Gary Chapman, intitulado “As Cinco Linguagens do Amor (dos adolescentes)”. O autor é pai de dois homens e, na história, ele relata a experiência de vida que teve quando os filhos eram adolescentes, dos conflitos e da relação que tinham.
O livro foi estudado pelas duas profissionais e pelo mímico e, a partir dele, os três conversaram e definiram de que maneira seria abordado o assunto, para que fosse algo dinâmico para as famílias participantes.
No Fórum, Claudete abriu as discussões e Roberta complementou o que era passado, além da exposição por meio da arte de Ferre. Foram abordadas as cinco linguagens do amor, que são tema do livro, sendo elas a palavra de afirmação, verbalizar o que sente; o toque físico, por meio de abraços, apertos de mão, etc; tempo dedicado à pessoa que se ama; ato de serviço, fazer alguma atividade que auxilie a pessoa amada; e o ato de presentear, a intenção de presentear, lembrar da pessoa.
“Cada pessoa tem a sua maneira de expressar seu amor e, quando não há uma compreensão da linguagem do amor dentro de uma família, acabam surgindo os conflitos que desgastam uma relação. Então, procuramos mostrar as diferentes linguagens de amor existentes para ajudar nessa comunicação”, explica Claudete.
Ainda segundo a psicóloga, foi falado sobre a necessidade de amor que o ser humano possui, desde a infância e quem não recebe ou não compreende esse amor fica com o “tanque emocional vazio”, como é chamado pelos profissionais.
“Fizemos atividades que simulavam vivências. Uma com um jarro vazio e íamos colocando água, demonstrando as linguagens de amor, exemplificando com pequenas ações e diálogos que podem haver e que podem ser uma linguagem de amor. A cada linguagem de amor, fomos enchendo o jarro”, conta a psicóloga coordenadora do Fórum.
Ainda, foram encenadas duas situações, entre mães e filhos. Uma delas trouxe uma situação errada de diálogo entre mãe e filho, em que a mãe não dá atenção à demonstração de amor do filho. Já a outra mostrou como seria uma situação correta desta relação, com o diálogo e compreensão do amor que o filho demonstra.
“Procuramos trabalhar as maneiras que a linguagem do amor pode se manifestar, mesmo que não seja por meio de palavras de afirmação, e sim, por meio de ações. Os pais também, às vezes, não sabem como dialogar com os filhos, pela distância que o adolescente coloca. Isso acontece por um não compreender a linguagem de amor do outro. Portanto, é importante que os pais deixem o adolescente falar, ouçam o que ele tem a dizer e sejam compreensivos, sem brigar com o filho. E os filhos precisam refletir sobre as formas de agir dos pais, que podem identificar uma linguagem de amor”, ressalta.
A psicóloga agradece, ainda, o apoio de toda a equipe que auxiliou na organização do Fórum, às assessoras de direção, Ketlin Weiss Perini e Rosani Sopelsa, às coordenadoras pedagógicas, Cátia Dallmann Rahn e Eli de Mello, e à diretora, Ana Sueli Piske Borges.
Ao final, foi sorteada, ainda, uma bolsa de estudos e diversos outros brindes.