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Ponto facultativo: Você concorda? – Coluna da Acip – 15/11

Após inúmeras solicitações de nossos associados, a Acip está fomentando um abaixo-assinado para ser remetido ao Prefeito de Pomerode, bem como aos vereadores, para que se proíba o ponto facultativo em Pomerode.

17 de novembro de 2017

Após inúmeras solicitações de nossos associados, a Acip está fomentando um abaixo-assinado para ser remetido ao Prefeito de Pomerode, bem como aos vereadores, para que se proíba o ponto facultativo em Pomerode. 

Entendemos que os serviços públicos precisam acompanhar as demandas dos trabalhadores da iniciativa privada, pois os pais que precisam trabalhar em feriados não emendados acabam por não ter onde deixar seus filhos, visto que escolas e creches decretam ponto facultativo. 

A razão de existir desses serviços é justamente servir a população, e se essas instituições estão fechadas, seu objetivo não se concretiza. Podemos citar, ainda, outros inúmeros pontos, como agendamentos de consultas médicas em postos de saúde, por exemplo. Em dias de ponto facultativo, os funcionários são remunerados mas não trabalham, e, com isso, atrasam a fila de exames médicos.

É importante salientar que não é intenção da Acip criticar o funcionalismo público, pois sabemos que muitos são exemplo de dedicação e perseverança, que enfrentam suas dificuldades assim como qualquer outro setor laboral. Porém, há que se considerar que o maior prejudicado pelo não funcionamento dos órgãos públicos é a própria população, que paga pelo serviço e não o recebe.

Queremos, de forma organizada, democrática, respeitosa, como sociedade civil, pagadora dos impostos que sustentam a máquina pública, manifestar nossos anseios, para que o poder público saiba a opinião de seus munícipes referente ao ponto facultativo.

Em 2016, foram decretados 16 dias de ponto facultativo. Se considerarmos apenas a folha de pagamento da Prefeitura, temos um valor aproximado de R$ 240.000.00 por dia trabalhado, ou seja, em 16 dias de ponto facultativo, a prefeitura desembolsou, aproximadamente, R$ 3.840.000,00 em folha de pagamento, sem que a população tenha tido, de fato, o serviço prestado. Quantos quilômetros de asfalto não poderiam ter sido feitos com este valor? Com todo respeito, e aqui, novamente, citamos que nada temos contra os funcionários públicos, mas em tempos de repensar a economia do país, consideramos isso um absurdo.

Acreditamos que, para reerguer a economia do país e promover o desenvolvimento de nosso município,  é preciso se reinventar, com criatividade,  boa vontade e, principalmente, bom senso. É isso que muitas empresas estão fazendo para se manterem abertas, principalmente nos últimos dois anos. Muitos procedimentos foram e precisam ser revistos, para manter plena atividade econômica em funcionamento, e esperamos uma contrapartida da esfera pública.

 

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