O noivo queria fugir
O noivo esperava ansiosamente sentado em um canto, em meio aos convidados, enquanto sua futura mulher ainda terminava os últimos detalhes do vestido, cabelo e maquiagem. Levantou-se de pronto e se postou na entrada do salão, minutos depois, quando ouviu alguém mandando o pai da noiva ir busca-la.
O noivo esperava ansiosamente sentado em um canto, em meio aos convidados, enquanto sua futura mulher ainda terminava os últimos detalhes do vestido, cabelo e maquiagem. Levantou-se de pronto e se postou na entrada do salão, minutos depois, quando ouviu alguém mandando o pai da noiva ir busca-la. A noiva vinha sorridente, alegre, conduzida pelo pai. Caminhavam rápido e vários flashes de fotos estouravam em suas direções. Ela sorria, arrastando o vestido branco e com a coroa no topo da cabeça que prendia o véu.
Quando chegou perto do noivo, abraçou-a com entusiasmo. Dizia bem alto, para quem quisesse ouvir que a mulher estava ali. A coroa até chegou a cair da cabeça da noiva, tamanho entusiasmo do noivo.
Quando foram conduzidos ao altar, o noivo dizia ao padre que estava casando obrigado pelo pai da moça, após uma fugidinha para trás da igreja. A noiva ria muito, achava tudo muito engraçado. O padre, com tom de gravidade disse que assim não podia casá-los, mas casou mesmo assim. Com o testemunho de todos. Ao fim da cerimônia dançaram alegremente ao som de músicas caipiras.
Foi assim que os moradores do Centro de Convivência Pommerheim, em Pomerode, comemoraram, na manhã de 24 de junho, o dia de São João. Com todos vestidos a caráter, muita música, festa e com direito ao tradicional casamento caipira. Ah sim! O noivo estava se casando pela décima segunda vez e desta vez, a escolhida tinha 86 anos. Tempos modernos!