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Vidros com cobras são encontrados em sacos de lixo reciclável

Quatro potes de vidro, contendo formol e cobras, foram encontrados na usina de triagem do Samae, nesta quarta-feira, 02 de agosto. O material, que não é de cunho reciclável, foi identificado em um dos sacos de lixo recolhido durante o período de coleta na cidade.

7 de agosto de 2017

Quatro potes de vidro, contendo formol e cobras, foram encontrados na usina de triagem do Samae, nesta quarta-feira, 02 de agosto. O material, que não é de cunho reciclável, foi identificado em um dos sacos de lixo recolhido durante o período de coleta na cidade. As cobras permanecerão na usina até que os profissionais encontrem a maneira mais adequada de descartar o material. 

O Serviço Autônomo Municipal de Água (Samae) de Pomerode, é uma entidade municipal, vinculada à Prefeitura, responsável pelo abastecimento de água potável e a coleta do lixo orgânico e reciclável. Segundo a autarquia, a quantidade de lixo orgânico que vem até a usina de triagem através dos sacos de lixo reciclável ainda é muito grande. “Cerca de 320 a 350 toneladas de rejeito chegam até a usina. Após a separação, essa quantidade é depositada no lixão de Timbó, com o custo de R$ 65 por tonelada”, explica Jair de Oliveira, Diretor da Usina de Triagem.

Ainda segundo Jair, as cobras não foram os primeiros objetos descartados de forma incorreta. Fraldas geriátricas e infantis, absorventes, seringas, animais em decomposição e outros itens já foram encontrados, colocando os colaboradores em uma situação desagradável e de risco. 

Já o presidente do Samae, Ricardo Campestrini, reitera a necessidade de conscientização da população, uma vez que todo o material descartado erroneamente entra em contato com os funcionários da autarquia. “É um risco à saúde de nossos colaboradores. São pessoas que trabalham e lidam com o lixo que todos nós produzimos. Há coleta para orgânico e há coleta reciclável. Além de auxiliar na triagem, a coleta seletiva, efetuada de forma correta, vem para colaborar com a preservação do meio ambiente. É preciso que haja bom senso e conscientização”, afirma.

O Samae já trabalha com a conscientização dos pomerodenses, porém, o alvo que ainda precisa de atenção são as áreas rurais da cidade. “Muito material orgânico vem junto com o lixo reciclável. Um material que poderia servir de adubo e ser reaproveitado”, afirma Oliveira. 

Escolas realizam visitas à usina regularmente, afim de conscientizar os estudantes da importância da reciclagem. É incentivado, também, pela autarquia, que a população realize visitas e presencie o trabalho que é feito. 

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