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Senado do Paraguai rejeita prazo extra e avança com impeachment de Santiago Peña

Presidente não compareceu ao julgamento nesta sexta-feira (6), após parlamentares negarem pedido de 72 horas para preparar sua defesa; processo foi aberto em meio a uma crise bancária no país

6 de novembro de 2026

Foto: Santiago Peña/@santipenapy/Instagram

O Senado do Paraguai rejeitou, nesta sexta-feira (6), o pedido do presidente Santiago Peña para ampliar em 72 horas o prazo de apresentação de sua defesa no processo de impeachment. A solicitação foi negada por 39 votos contrários, enquanto dois senadores se abstiveram, conforme informações do jornal ABC Color.

Intimado a comparecer ao Senado às 10h desta sexta-feira para apresentar sua defesa, Peña não esteve presente. O presidente argumentou que o prazo disponibilizado era insuficiente para garantir o exercício adequado de seu direito de defesa, uma vez que teria menos de 12 horas para se preparar, segundo o Poder360.

Mesmo com a ausência do chefe do Executivo, o julgamento teve continuidade. No início da tarde, os advogados Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda compareceram ao Congresso para apresentar a defesa do presidente, de acordo com informações da CNN Brasil.

Impeachment de Santiago Peña foi aberto após crise bancária

O processo de impeachment contra o presidente do Paraguai e seu vice, Pedro Alliana, foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados na quinta-feira (5).

A iniciativa partiu da oposição e está relacionada à crise bancária que atingiu o país nesta semana. Na terça-feira (3), cerca de 3 milhões de cidadãos tiveram suas contas congeladas após o Banco Central do Paraguai determinar a intervenção no Ueno Bank, diante de uma grave insuficiência de capital.

Senado do Paraguai nega prazo adicional e mantém análise de impeachment de Santiago Peña
Foto: @sputnik_brasil/X/Reprodução

Santiago Peña possui ações de um grupo que controlava a instituição financeira, mas se desvinculou delas em 2025.

A Câmara também analisou um pedido de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, mas rejeitou a proposta. Com isso, Alliana permanece como possível sucessor de Peña caso o presidente deixe o cargo.

Pedido de renúncia ainda não foi analisado

Após a abertura do processo, o Congresso paraguaio convocou uma sessão bicameral para tratar da renúncia de Santiago Peña. A reunião, no entanto, não foi concluída, pois congressistas do Partido Colorado impediram a formação de quórum.

Diante do impasse, o Senado deu continuidade ao processo de impeachment de forma independente. O colegiado aprovou a nomeação dos procuradores responsáveis por apresentar a acusação durante o julgamento e intimou o presidente a comparecer.

Como o pedido de renúncia ainda não foi analisado pelo Congresso, Santiago Peña permanece na Presidência do Paraguai.

A decisão do Senado de rejeitar a prorrogação do prazo representa mais um capítulo da crise política e bancária que atinge o país.

Fonte: ND+

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