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No controle da direção

Há os que gostam de dirigir como hobby. No entanto, há os que trabalham com isso e não se veem em outra profissão. Este é o caso de Joel dos Santos, 35, e Cleyton José Eising, 30 anos. Ambos são motoristas do Samae e comandam os caminhões de coleta de lixo da área sul da cidade.

28 de julho de 2017

Há os que gostam de dirigir como hobby. No entanto, há os que trabalham com isso e não se veem em outra profissão. Este é o caso de Joel dos Santos, 35, e Cleyton José Eising, 30 anos. Ambos são motoristas do Samae e, durante oito horas diárias, comandam os caminhões de coleta de lixo da área sul da cidade. 

Coincidência, ou não, ambos também trocaram a área da saúde pela profissão. “Éramos motoristas na área da saúde também. Apesar de atuar em outros ramos antes de ser motorista, foi nesta profissão que nos trocamos. Hoje não pensamos em trabalhar em outro setor”, ressaltam.

A questão da estabilidade, vida social, salário e o horário de trabalho foram os principais fatores que os fizeram sair da saúde para dirigir um caminhão de prestação de serviço público. “Estes aspectos contam, e muito. Mas a paixão pelos caminhões surgiu antes disso. Foi durante o trabalho realizado no Corpo de Bombeiros que mudamos a carteira para poder dirigir os veículos de emergência e, agora, cá estamos”, revelam.

Dentre as dificuldades encontradas na profissão, os motoristas destacam o preconceito e a falta de compreensão no trânsito. “Estamos prestando um serviço e, muitas vezes, a falta de respeito é que mais nos incomoda, seja no trânsito ou pessoalmente falando. Nem todas as ruas da cidade possuem viradouros e, com isso, precisamos entrar de ré, mas, para isso, é preciso efetuar manobras. E, por estar dirigindo um caminhão de lixo orgânico, também sentimos o preconceito da profissão. De toda forma, continuamos fazendo o nosso trabalho e contando com a compreensão dos demais motoristas e população. Somos gratos e felizes na profissão que escolhemos”, completam.

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