Operação Laços de Aço: ação em Blumenau mira esquema de furto de cargas e bloqueia R$ 1,1 milhão
A segunda fase da operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Blumenau e outras três cidades, além de atingir bens e valores ligados aos investigados
Foto: Reprodução/PCSC
Na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro, a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a segunda fase da operação Laços de Aço, que investiga uma organização criminosa especializada no desvio de cargas de bobinas de aço. A ação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em Blumenau, Indaial, Joinville e Altinópolis, no interior de São Paulo.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Furtos e Roubos de Cargas da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (DFRC/DEIC), com apoio de outras unidades da diretoria.
Além das medidas judiciais, a Justiça determinou o sequestro de R$ 1.157.774 em bens, direitos e valores vinculados aos investigados e às empresas que teriam sido utilizadas nas atividades criminosas. A medida busca assegurar o ressarcimento das vítimas.
Investigações começaram após falsa comunicação de roubo
As investigações tiveram início no começo de maio de 2026, após um motorista registrar um boletim de ocorrência relatando um suposto assalto em Gravatal, no Sul de Santa Catarina. Na ocasião, teriam sido levados um semirreboque e uma carga de bobinas de aço, carregada em Araquari com destino a Braço do Norte.
Segundo a Polícia Civil, as diligências apontaram que o motorista teria comunicado falsamente o roubo. As apurações também identificaram a participação do proprietário ou responsável pelo caminhão-trator e pelo semirreboque no desvio da carga.
Conforme a investigação, outros integrantes do grupo também foram identificados, incluindo familiares do proprietário dos veículos.
A polícia ainda apurou que a mesma organização criminosa teria participado de pelo menos outros três desvios de cargas de bobinas de aço. Todas as cargas foram carregadas em Santa Catarina, mas os supostos roubos foram registrados falsamente em outros estados.
Primeira fase ocorreu em agosto
A primeira fase da operação Laços de Aço foi deflagrada em 5 de agosto de 2026, com o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.
Na ocasião, as ordens judiciais foram cumpridas em cinco estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Ceará. Em território catarinense, as ações ocorreram em Blumenau, Barra Velha e Otacílio Costa.
A partir das provas reunidas na primeira fase e de novas diligências, os investigadores identificaram outros suspeitos e empresas que teriam sido utilizadas pelo grupo.
Ao término do inquérito policial, 11 pessoas foram indiciadas por crimes como integrar organização criminosa, furto qualificado, falsa comunicação de crime e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, entre outros.
Com a conclusão das investigações, a DFRC/DEIC solicitou novas prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens e valores. Os pedidos foram atendidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, após manifestação favorável do Ministério Público.
O nome Laços de Aço faz referência tanto ao material furtado quanto aos vínculos familiares entre vários dos investigados, segundo a Polícia Civil.