Mais do que uma profissão, uma paixão
Há 25 anos na Apae de Pomerode, Riacarla Rauh conta sobre sua trajetória e seu amor pela instituição. A Apae de Pomerode tem sorte quando o assunto é a equipe e sua coordenação. Principalmente na Diretoria, função exercida por Riacarla Rauh, de 52 anos.
Uma instituição dedicada a cuidar de pessoas especiais, que necessitam de carinho e atenção dobrados, precisa ter uma equipe muito bem preparada e engajada em fazer o bem. Mas não somente isso. Para que tudo aconteça da melhor maneira possível, é preciso que exista alguém com um espírito de liderança para coordenar as ações e “colocar a mão na massa”, quando necessário.
A Apae de Pomerode tem sorte quando o assunto é a equipe e sua coordenação. Principalmente na Diretoria, função exercida por Riacarla Rauh, de 52 anos, dos quais 25 são dedicados à Apae de nossa cidade.
Ela começou a carreira na instituição aos 18 anos, em 1983, logo depois da fundação da Apae. “Fui convidada pela supervisora local de educação a atender as crianças que tinham deficiência auditiva. Na época, eu nem imaginava trabalhar na Apae, mas o meu sonho sempre foi ser professora e eu estava pronta para enfrentar esse desafio”, conta a diretora.
No início ela realizava o atendimento nas salas cedidas pela Paróquia São Ludgero. Riacarla atuou como professora por oito anos, até 1991, quando nasceu o seu primeiro filho. A maternidade fez com que ela se afastasse das atividades por um tempo e, em 1993, mudou-se com a família para São Paulo, retornando somente em 1999 a Pomerode. “Em 2000 fui, então, convidada a assumir a função de diretora na instituição”, afirma.
Quando ficou responsável pela instituição, aumentaram também as responsabilidades e desafios, mas nada que fosse um grande obstáculo para Riacarla. “Estar à frente de uma instituição como a Apae não é tarefa fácil, surgem muitos desafios, muitas dificuldades, que enfrentamos constantemente. Mas fazer parte de uma equipe de profissionais tão qualificados torna tudo prazeroso e muito gratificante”, garante a diretora.
Ela comenta que, infelizmente, um dia precisará deixar a coordenação da Apae, mas nunca conseguirá abandonar completamente a instituição, que virou seu segundo lar. “Já pensei, sim, em reduzir minha carga horária, porque o aumento da idade tem suas consequências e o vigor na hora de realizar as atividades não é mais o mesmo. Porém, pretendo continuar como voluntária, pois minha vida toda foi em prol das pessoas com necessidades especiais e aprendi muito com todos que aqui estão. E, também, amo muito o que faço”, declara.
E, este amor pela profissão que escolheu, vem dos momentos emocionantes diários vividos na Apae. “Ver os resultados positivos dos atendimentos realizados por todos os profissionais que atuam na Apae. Chegar pela manhã e ver o sorriso estampado em cada um dos alunos, com abraços e um feliz ‘bom dia’, isso é o que mais me encanta, ver a felicidade dos nossos alunos”, afirma.
A diretora da Apae acrescenta, ainda, que os resultados positivos de seu trabalho aparecem também por ter o auxílio de uma equipe capacitada, que atua em conjunto por um bem maior. “Tenho que agradecer muito o apoio de todos. Eu tenho a satisfação de fazer parte desta família, a família ‘Apaeana’, que luta comigo por uma causa nobre, fazer o bem. Fazer o bem, sem olhar a quem, é o que sempre levo comigo. Todos os erros e acertos, ao longo desta caminhada, foram um aprendizado e sou grata por ter passado por tudo isso. Ser diretora da Apae, hoje, e ver esse resultado maravilhoso de tantas amizades, me deixa muito feliz”, complementa Riacarla.