Não basta talento, é preciso inovar
Músico pomerodense lança novo EP, em uma plataforma diferente: o pen card. Cada músico tem o seu próprio estilo, o que torna cada produção especial. Mas, para conseguir entrar bem no mercado, é preciso, também, inovar. E foi isto que fez o músico pomerodense Marlon Krahn.
Cada músico tem o seu próprio estilo, o que torna cada produção especial. Mas, para conseguir entrar bem no mercado, é preciso, também, inovar.
E foi isto que fez o músico pomerodende Marlon Krahn, que lançou um novo EP, com cinco músicas, mas sem hospedá-las em um CD. Ele resolveu divulgar o seu trabalho em plataformas mais populares atualmente, como o pendrive e os pen cards.
O trabalho para a produção do EP começou em 2014, quando as músicas começaram a ser gravadas, mas, como toda boa produção, levou certo tempo para ser concluída. “Depois de pronto, pensei em como iria levar esse trabalho até as pessoas, além da divulgação pelas mídias sociais, que são importantes, sim, para nós, artistas. Porém, penso que deveria ter algo físico, uma lembrança concreta. Isso não tem comparação”, comenta Krahn.
Ele conta que houve muita reflexão antes de definir qual seria a plataforma na qual as músicas seriam hospedadas. Primeiro, pensou no vinil, o que é um sonho do músico, mas o projeto era inviável. O CD, segundo Krahn, é algo que não chama mais tanta atenção. Foi então que veio a ideia mais adequada e inovadora.
“Pensei em algo que o público usaria e, ao mesmo tempo, teria uma ‘lembrança’. Foi ai que me veio à cabeça o pendrive. Todo mundo, ou pelo menos a grande maioria, hoje em dia, usa um pendrive, então fui atrás e descobri os pen cards. Estes, são pendrives em forma de cartão de crédito. Neles você consegue colocar a capa, a contracapa e, além disso, pode colocar as músicas, vídeos, fotos e assim por diante”, explica o músico.
Krahn afirma que a principal intenção deste novo projeto é agradar ao público e oferecer a eles algo que seja útil para ambos os lados. Apesar de ser um experimento, já está fazendo sucesso. As primeiras unidades já estão praticamente esgotadas e ele está ansioso com a sequência do projeto.
“Eu gostei bastante do resultado, ainda mais que foi algo mais experimental pra mim. É um disco que puxa um pouco para o pop, mas ao mesmo tempo, é uma mistura de elementos e sons. Também havia o fato de ter gravado com músicos que conheci ali, na hora. Foi uma grande experiência, um grande aprendizado aos próximos trabalhos”, afirma.
O EP contém cinco músicas, todas autorais, que possuem temas variados. “O que eu quero é passar boas vibrações, tocar o coração e a alma, como na hora que eu fiz as letras e quando parei para escutar as músicas finalizadas. Acho que é o que o artista mais espera, ver que aquilo realmente faz sentido e toca outra pessoa. Ver as pessoas cantando o que você criou é gratificante demais”, declara Krahn.