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A curiosidade como combustível para o sucesso no mercado de trabalho

Acompanhar e ajudar no crescimento de uma empresa de grande porte é o que torna cada colaborador especial. Mas, para Lodemar Wachholz, a história tem alguns ingredientes a mais. Isso porque ele foi contratado pela alemã Netzsch, em seus primeiros anos de atuação em Pomerode, presenciando seu crescimento e as diversas mudanças pelas quais a empresa passou.

29 de maio de 2017

Acompanhar e ajudar no crescimento de uma empresa de grande porte é o que torna cada colaborador especial. Mas, para Lodemar Wachholz, de 57 anos, a história tem alguns ingredientes a mais. Isso porque ele foi contratado pela alemã Netzsch, em seus primeiros anos de atuação em Pomerode, presenciando seu crescimento e as diversas mudanças pelas quais a empresa passou, inclusive a separação do setor de moagem, que hoje é uma empresa independente e na qual ele atua. 

O funcionário lembra exatamente a data em que foi admitido: 03 de janeiro de 1977, quando tinha apenas 17 anos. “Antes de começar na empresa eu pensava em ser eletricista, mas acabei indo fazer um teste na Netzsch. Era bem no início da empresa aqui e eu conversei com o diretor na época. Ele me deu um voto de confiança, deixando claro que precisava de pessoas comprometidas, que ‘pegassem junto’ neste processo de implantação”, conta Wachholz. 

No mesmo ano em que começou a trabalhar na empresa, atuou na área de montagem externa, na qual permaneceu por oito anos, até precisar mudar de setor devido a um problema de saúde, que o impedia de dirigir carros e caminhões. 

“Quando recebi o atestado médico de que não poderia mais ir para a rua, mostrei-o para o meu chefe que, no começo, não gostou muito. Mas, para que eu não saísse da empresa, me ofereceu um cargo que me dava certo status de liderança, embora a função não fosse oficialmente de coordenador”, explica. 

Depois de completar 10 anos de empresa, ele foi promovido a um cargo oficial de liderança, passando a atuar como supervisor do setor de montagem. Hoje, Wachholz exerce a função de coordenador do setor de selos mecânicos, no qual já trabalha há 12 anos. 

Segundo o coordenador, um aspecto que sempre o ajudou na escalada de funções foi a iniciativa própria. “O que eu sempre fiz foi saber o máximo possível sobre o que eu estava construindo, qual era a máquina, a sua função, o seu objetivo, saber a importância dela. Toda a máquina que eu construía, eu pesquisava antes todos os detalhes sobre ela, portanto, entendia melhor como deveria montá-la”, revela. 

A iniciativa própria é uma característica tão forte do colaborador que ele, hoje, tem também uma empresa terceirizada que fornece algumas peças para a Netzsch Moagem. O filho é quem conduz a empresa junto a Wachholz. 

A curiosidade, vontade de aprender é, de acordo o coordenador, o que mais irá contribuir para o sucesso no emprego, seja ele qual for. “É essencial gostar do que faz. E, se a pessoa gosta do que faz, ela se interessa pelo assunto e vai atrás de mais conhecimento. É um processo natural. Caso não haja esse interesse, infelizmente, ela está no lugar errado”, ressalta o coordenador. 

Wachholz também afirma que os colaboradores que exercem uma função de liderança ou coordenam algum setor na empresa, precisam fazer o máximo para auxiliar quem acabou de começar, bem como todos os comandados. O líder precisa estar presente, dar dicas, sugestões, tirar dúvidas. Este é um ponto que, segundo ele, pode ser decisivo para uma permanência ou não de uma pessoa no emprego. 

Por fim, ele garante que não se cansou do que faz, mesmo depois de 40 anos colaborando para o crescimento de uma empresa tão importante, e afirma que pretende continuar a trabalhar com peças e selos por mais alguns anos. “Farei, ainda, mais algumas peças e máquinas. É o que eu gosto, com o que me sinto bem. Acho que estou fazendo um trabalho de qualidade, porque tenho a confiança da chefia e outros colegas me procuram, algumas vezes, em busca de dicas e orientação, é bastante gratificante”, reconhece. Wachholz.

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