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Um dia com muito a refletir

O número de crianças e adolescentes que esperam ser adotados no Brasil ainda é grande. É por isso que 25 de maio, lembrado como Dia Nacional da Adoção, deve ser um momento de maior reflexão. Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, mais de 6,5 mil crianças e adolescentes esperam por uma família.

29 de maio de 2017

O número de crianças e adolescentes que esperam ser adotados no Brasil ainda é grande. É por isso que 25 de maio, lembrado como Dia Nacional da Adoção, deve ser um momento de maior reflexão. Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, mais de 6,5 mil crianças e adolescentes esperam por uma família.

E na quinta-feira, dia em que a data foi celebrada, o Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Pomerode (Geaap) se reuniu na Acaen para participar de uma palestra com tema Mindfulness, que teve como objetivo auxiliar as famílias a compreender o processo de adoção. “Antes de tudo, a adoção é um ato de amor.

Esse sentimento deve ser renovado todos os dias, inclusive com os filhos biológicos. As crianças não querem ter pais perfeitos. Eles querem pais compreensivos. E compreender que as crianças também não são perfeitas é fundamental para que o processo dê certo. Hoje, com esta palestra, o objetivo é enaltecer a importância dessa compreensão, de que criar expectativas nem sempre é positivo e que cada dia com a criança é um novo aprendizado”, afirma Rejeane Cristina Rahn, coordenadora do Grupo em Pomerode.

O evento contou com a participação de famílias que já adotaram e, também, das que ainda aguardam a adoção, além da assistência social do Fórum, Esther Zipf.
 
O GEAAP

O grupo reúne-se mensalmente com as famílias pomerodenses. Rejeane explica que a participação no grupo é obrigatória às famílias que estão no processo de adoção. “Após realizar o cadastro junto ao Fórum de Pomerode, as famílias ingressam no grupo. O objetivo é dar orientação e sanar dúvidas sobre o processo de adoção e, além disso, sobre a chegada da criança”, afirma.

Rejeane é psicóloga e afirma que a preparação é fundamental para a acolhida das crianças. “Adotar é amor. Adotar é receber, de braços abertos, bebês ou crianças que não foram geradas por nós, mas que serão parte de nossa vida. Isso gera expectativa e precisa ser trabalhado para que possam lidar com as adversidades”, comenta.

Através dos encontros, as famílias que desejam adotar podem trocar experiências com as que já adotaram. Para a psicóloga, o mais importante é saber que o fundamental é ouvir o que seu filho tem para dizer e aceitá-lo do jeito que ele é, você já será uma boa mãe.

O processo de adoção

Qualquer pessoa maior de 18 anos, independentemente de sexo, ou estado civil pode entrar com um pedido de adoção. Quando se é casado, ou se vive uma união estável, o pedido deve ser feito em conjunto. 

Após a decisão em relação à adoção, as famílias pomerodenses devem entrar em contato com a Assistência Social no Fórum da cidade. A partir daí, preenchem o cadastro e entram para a fila de adoção.

De acordo com a Assistente Social do Fórum, existem 31 pretendentes à adoção em Pomerode, sendo que quatro já estão com crianças e aguardam somente a finalização do processo de adoção. 

Sobre o perfil pomerodense, Esther comenta. “Metade dos pretendentes de Pomerode aceita criança até 3 anos de idade e não existe pretendente para maior de 7 anos. Metade dos pretendentes de Pomerode aceita somente uma criança e metade aceita até 2 crianças”.

Esther reitera, ainda, a importância do preparo das famílias. “Para uma adoção ter sucesso, é fundamental o preparo dos pretendentes e das crianças. Tal preparação visa trabalhar as expectativas de ambos os lados, que muitas vezes são idealizadas e prejudicam a adaptação da criança. Por isso, exige-se a participação dos pretendentes à adoção em um curso, cuja carga horária é de 16 horas, onde são abordados vários temas, entre estes: desenvolvimento infantil, métodos educativos, preconceitos e mitos que envolvem a adoção”.

É importante ressaltar que se você quer adotar uma criança, é bom estar preparado e ter uma coisa em mente: a adoção é para resolver o problema da criança e não o seu. Por isso, é preciso disposição, paciência e uma boa dose de amor e carinho. Isso é por sua conta.

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